Jô Soares deixou hospital para morrer em casa assistindo filme, revela Drauzio Varella

Médico era amigo pessoal do artista, que faleceu após problemas no pulmão

O ator, diretor e roteirista Jô Soares teria escolhido deixar o hospital e passar os últimos dias de vida em casa, segundo declarou o médico e escritor Drauzio Varella, amigo do artista. "É difícil falar do gênio tendo convivido com ele", disse Drauzio na sexta (12), durante a missa de sétimo dia de Jô.

Também humorista, Jô Soares faleceu após uma falência múltipla dos órgãos, mas já sofria de diversos problemas de pulmão nos últimos meses. Na sexta (12), amigos compareceram à celebração para homenageá-lo após a morte.

A celebração ocorreu na capela do colégio Nossa Senhora do Sion, em Higienópolis. A organização foi feita pela  Academia Paulista de Letras e a dramaturga e roteirista Maria Adelaide Amaral iniciou a homenagem com a leitura do "Salmo 22", seguida da missa celebrada pelo bispo dom Fernando Antônio Figueiredo e pelo padre Júlio Lancelotti.

Discursos

Ex-esposa de Jô e amiga próxima, Flávia Pedra Soares discursou no evento, lembrando da devoção dele a santa Rita de Cássia e dos últimos momentos antes da morte. "Morrer é fácil, difícil é a comédia", teria dito Jô ao fazer referência ao comediante inglês Edmund Gwenn.

Enquanto isso, o editor Matinas Suzuki Jr., outro entre os amigos do artista, leu as últimas páginas do segundo volume do livro de memórias do apresentador. 

Como convidados estiveram nomes como  atriz e jornalista Marília Gabriela acompanhada do filho, o figurinista Theo Cochrane, os filósofos Mario Sergio Cortella e Leandro Karnal, o produtor Zé Maurício Machline, os atores Giovani Tozi e Jarbas Homem de Mello. 

Filho de Jô Soares

Rafael Soares era o único herdeiro de Jô Soares. Fruto do relacionamento do jornalista com a atriz Therezinha Millet. Autista, ele era apaixonado por rádio e faleceu aos 50 anos, no dia 31 de outubro de 2014, após anos de luta contra um câncer no cérebro.

Ele chegou a ser internado no Hospital Samaritano, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Rafael vivia com autismo de alto nível.