O advogado do jornalista Cid Moreira, Fernando Ayres da Motta, criticou as acusações de homofobia e trabalho infantil contra o ex-apresentador do Jornal Nacional feitas pelo filho adotivo de Cid, Roger Moreira, na última quinta-feira (14). As informações são do colunista Leo Dias, do portal Metrópoles.
Segundo Motta, o único interesse de Moreira seria financeiro. “O Roger, além de ser mentiroso, está forçando essa situação para ver se tira algum (dinheiro) do pai”, detalhou Fernando Ayres à coluna.
A pedido da defesa de Roger Moreira, foi protocolado na Justiça um inquérito para apurar os crimes de homofobia e trabalho infantil supostamente cometidos pelo jornalista. Ele pediu a prisão do pai. As denúncias foram formalizadas ao Ministério Público do Rio de Janeiro na quinta.
Para Motta, Roger só começou a lutar judicialmente contra Cid devido à mudança em uma cláusula que o apresentador tinha no casamento com Ulhiana Naumtchyk.
“O Cid tinha um cláusula na separação dele (com Ulhiana) que o obrigava a pagar 50% de tudo que ele recebesse (à ex-esposa) até ele morrer. Então, eles (Ulhiana e Roger) teriam garantido uma pensão de 50% de tudo aquilo que ele ganhasse".
Segundo Roger, na época, ele entrou com uma declaração para que a cláusula fosse considerada nula. "Então a ex-mulher e ele (Roger), por extensão, pararam de receber. De lá pra cá, ele está querendo transformar a vida do pai em um inferno”.
Denúncia do filho
Roger Moreira acusou Cid Moreira de afastá-lo da escola para trabalhar, incluindo acompanhá-lo em eventos noturnos proibidos para menores. Roger disse ter sido adotado aos 14 anos.
Dentre os locais que ele diz ter sido obrigado a frequentar nesta idade, estão clubes noturnos e casa de jogos. O documento alegou que o jornalista tinha o intuito de ter "uma espécie de empregado".
Outra acusação foi a tentativa de deserdá-lo sob a justificativa de o jovem ser gay. Como não conseguiu concluir o processo (legalmente a adoção não pode ser revertida), Cid e a esposa, Maria de Fátima, estariam se desfazendo do patrimônio para evitar que o jovem tenha acesso aos bens que herdaria.
No processo, o advogado de Roger alegou que Cid tenha adotado o menor para empregá-lo e ainda teria o impedido de estudar: “afrontou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA ) e burlou a lei de adoção ao tentar deserdar o filho”, atribuiu.
Críticas à denúncia
No entanto, o advogado de Cid declarou que Roger Moreira mentiu em relação à idade em que foi adotado. Conforme Fernando Ayres, o filho adotivo foi adotado com 25 anos e não com 13, como afirmou anteriormente.
“Ele foi adotado por influência da ex-mulher do Cid que era a tia (Ulhiana Naumtchyk) dele. E quando ele diz que ele foi adotado com 13 anos é mentira. Ele foi adotado com 25 anos, maior e capaz”.
O advogado compartilhou que Cid Moreira não teria adotado Roger se fosse, de fato, homofóbico. “Ele inventou essa tese de homofobia que foi adotado aos 13 anos. Ele tem pai e mãe (biológicos) vivos e mesmo assim o Cid sempre teve a maior amizade e, de repente, ele se voltou contra ele”.
Além disso, Motta ainda detalhou que uma das queixas-crime movidas contra Maria de Fátima, esposa do ex-apresentador, foi arquivada por falta de provas.
“Nós temos dado resposta a Roger e ao irmão dele, Rodrigo Moreira, na Justiça. A queixa crime que eles promoveram contra a Maria de Fátima, o Ministério Público promoveu o arquivamento pela absoluta falta de provas”, finalizou.