Avenida Aguanambi e outras 11 ruas de Fortaleza devem receber fiação subterrânea

Prefeitura afirma que a via possui rede elétrica aérea considerada obsoleta.

Escrito por João Lima Neto joao.lima@svm.com.br
10 de Setembro de 2026 - 06:00
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Legenda: O projeto prevê a substituição da infraestrutura aérea existente por uma rede subterrânea.
Foto: FABIANE DE PAULA /SVM.

A Avenida Aguanambi e outras 11 ruas de Fortaleza passarão por intervenções para a implantação subterrânea de rede de distribuição de energia elétrica. A obra foi declarada de utilidade pública pela Prefeitura de Fortaleza por meio do Decreto nº 16.708, de 4 de setembro de 2026, publicado no Diário Oficial do Município da última terça-feira (8).

O projeto prevê a substituição da infraestrutura aérea existente por uma rede subterrânea e está associado ao programa de reurbanização da Aguanambi.

Segundo a justificativa apresentada no documento, a modernização busca reforçar a infraestrutura local e melhorar aspectos técnicos, de segurança e de paisagismo urbano. 

Quais vias estão incluídas

  • Avenida Aguanambi;
  • Rua José Euclides;
  • Rua Guilherme Moreira;
  • Rua Milton Espíndola Pinheiro;
  • Rua Dr. José Victor;
  • Rua Carlos Ribeiro;
  • Rua Arthur Temóteo;
  • Rua Dr. João de Deus;
  • Rua Padre Matos Serra;
  • Rua Coronel Solon;
  • Rua Carlos Gomes;
  • Rua Mestre Rosa.

As 11 vias mencionadas no documento se conectam à Avenida Aguanambi. No entanto, vale destacar que, conforme a representação nos mapas, as intervenções estão previstas nos pontos de cruzamento da avenida com essas ruas, e não necessariamente em toda a extensão das vias.

Rede aérea é considerada obsoleta em decreto

Na justificativa para a obra, a Prefeitura afirma que a Aguanambi possui atualmente uma rede aérea considerada obsoleta, com cabos nus e postes que, segundo o documento, comprometem a confiabilidade e a segurança do sistema, além de interferirem na estética urbana. 

A intervenção não é apresentada no decreto como uma obra isolada de infraestrutura elétrica. O texto afirma que a implantação da rede subterrânea é "indissociável do programa público" de reurbanização da Avenida Aguanambi.

A Prefeitura também sustenta que executar a rede em outro local fugiria do escopo social, técnico e urbanístico do projeto. 

Obra terá intervenção em Zona Ambiental

Avenida Aguanambi fica em Zona de Preservação Ambiental dos Recursos Hídricos.
Legenda: Avenida Aguanambi fica em Zona de Preservação Ambiental dos Recursos Hídricos.
Foto: Reprodução/Fortaleza em Mapas.

A Avenida Aguanambi está inserida em uma área classificada pelo município como Zona de Preservação Ambiental 1 (ZPA-1). Segundo a legislação urbanística de Fortaleza, a ZPA-1 corresponde à Faixa de Preservação Permanente dos Recursos Hídricos.

O Plano Diretor estabelece que essa zona tem como finalidade preservar os ecossistemas e os recursos naturais.

Por isso, a execução de obras nesse tipo de área depende do atendimento às exigências ambientais e urbanísticas aplicáveis.

Plano municipal prevê substituição da fiação aérea até 2034

A Enel já atua com o serviço de distribuição de energia subterrânea em algumas cidades do Brasil.
Legenda: A Enel já atua com o serviço de distribuição de energia subterrânea em algumas cidades do Brasil.
Foto: Divulgação/Enel.

A intervenção na Avenida Aguanambi está inserida em um contexto mais amplo de transformação da infraestrutura elétrica de Fortaleza. A Prefeitura criou o Programa Municipal de Transição da Fiação Aérea para Subterrânea (PMTFAS), que estabelece um cronograma de até oito anos para a substituição gradual das redes aéreas de energia, telecomunicações e transmissão de dados por estruturas subterrâneas. A previsão é de conclusão do programa até 2 de agosto de 2034.

O planejamento foi dividido em três etapas:

  • 2026 a 2028: prioriza áreas centrais, históricas, turísticas e consideradas estratégicas;
  • 2029 a 2032: o programa deverá avançar para eixos estruturantes e bairros de média densidade;
  • 2032 a 2034: contempla áreas periféricas e regiões de menor densidade. 

Entre os critérios para definir as áreas prioritárias, estão locais que já possuem infraestrutura subterrânea, regiões com elevado número de falhas ou furtos de cabos e trechos inseridos em projetos de mobilidade, drenagem ou requalificação urbana. Também são consideradas áreas de relevância econômica, turística ou patrimonial.

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