Complexo Cultural Yolanda e Edson Queiroz inaugura primeira etapa em novembro

Novo espaço dedicado à arte em Fortaleza reunirá exposições, bibliotecas, atividades educativas e estruturas voltadas à preservação de acervos.

28 de Setembro de 2026 - 07:00
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Legenda: Complexo integrado à Unifor abre programação de abertura com quatro exposições.
Foto: divulgação

Fortaleza terá, a partir de 12 de novembro de 2026, um novo espaço dedicado à arte, à memória e à produção de conhecimento. Nesta data, será inaugurada a primeira etapa do Complexo Cultural Yolanda e Edson Queiroz, com o Museu da Fundação Edson Queiroz, integrado ao campus da Universidade de Fortaleza (Unifor). O museu, distribuído em quatro andares expositivos, reunirá mostras de arte, bibliotecas, atividades educativas e estruturas voltadas à preservação de acervos.

Para a presidente da Fundação Edson Queiroz, Lenise Queiroz Rocha, a entrega representa muito mais do que a abertura de um novo equipamento cultural. Ela simboliza a concretização de um projeto da Fundação Edson Queiroz voltado à ampliação do acesso à arte, à cultura, ao conhecimento e à memória.

“Esperamos que o Complexo se torne um espaço de encontro, reflexão e formação, aproximando diferentes públicos e fortalecendo a cultura como agente de transformação social. É também uma forma de homenagear o legado de Yolanda e Edson Queiroz, que sempre acreditaram na educação e na cultura como instrumentos para o desenvolvimento das pessoas e da sociedade.”

A programação de abertura reúne quatro exposições com diferentes recortes da produção artística e da memória cultural. A proposta também inclui espaços destinados à pesquisa e à literatura, além de ambientes que poderão receber atividades acadêmicas e culturais. Para Adriana Helena Moreira, vice-reitora de Extensão e Comunidade Universitária da Unifor, a localização do complexo permite aproximar a estrutura da comunidade. “O novo museu nasce não apenas como um lugar para preservar e expor obras, mas como um espaço vivo de conhecimento, educação, convivência e descoberta, aberto à cidade e às pessoas”, afirma.

Arte cearense, brasileira e internacional

Entre as exposições inaugurais está a Bienal de Arte da Fundação Edson Queiroz, que reunirá 117 obras de 49 artistas. Com curadoria de Lucas Dilacerda, a exposição tem como título “Povo por vir” e parte de uma referência ao pensamento do filósofo Gilles Deleuze. A mostra propõe uma reflexão sobre formas de resistência diante dos desafios do presente.

Espaço Yolanda & Edson apresenta a trajetória do casal responsável pela criação da Fundação Edson Queiroz. Com curadoria de Denise Mattar e cenografia de André Scarlazzari, a mostra utiliza uma abordagem sensorial para contar aspectos da história pessoal e empresarial dos empreendedores.

A mostra Escrevendo Tempos: encontros, elos e fronteiras entre artistas do Ceará e do mundo nas coleções cearenses apresentará 129 obras. Com curadoria de Galciani Neves e Max Perlingeiro, a mostra reúne trabalhos de artistas cearenses e internacionais provenientes de coleções da Fundação Edson Queiroz, do Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (MAUC) e de acervos particulares.

Outro núcleo da programação será Constelações da Arte no Brasil, com mais de 200 obras do acervo da Fundação Edson Queiroz. O percurso reúne diferentes momentos da produção artística brasileira e aborda as matrizes africanas, indígenas e europeias presentes na formação cultural nacional. A seleção inclui trabalhos de Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Antonio Bandeira, Alfredo Volpi, Chico da Silva e Daiara Tukano.

Universidade como parte da experiência

Por estar integrado à Unifor, o complexo também terá atividades relacionadas à formação acadêmica. A estrutura poderá receber experiências de aprendizagem e pesquisa para estudantes de diferentes áreas. O átrio, por exemplo, será um ponto de conexão com a comunidade acadêmica. O espaço receberá atividades da instituição, como colações de grau, Feira de Profissões e Mundo Unifor, além de outros eventos culturais e acadêmicos.

Livros, cordel e pesquisa

A relação do complexo com a preservação da memória também se estende ao patrimônio literário. A ser inaugurada em uma próxima etapa, a Biblioteca de Acervos Especiais será dedicada à guarda e consulta de obras históricas de interesse cultural, acadêmico e documental. O conjunto inclui ainda a Biblioteca Rachel de Queiroz, voltada à leitura, pesquisa e divulgação da produção da escritora cearense, e a Cordelteca Maria das Neves Baptista Pimentel, que reunirá publicações e registros relacionados à literatura de cordel.

Visitação terá recursos de acessibilidade

Entre os recursos de acessibilidade previstos estão réplicas táteis de obras e objetos, audiodescrição, elevadores para todos os pavimentos e banheiros acessíveis. A comunicação visual terá contraste e dimensões adequadas, e os ambientes serão identificados em formato bilíngue e em Braille.

O museu funcionará de terça a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados e domingos, das 12h às 18h. Visitantes individuais não precisarão fazer agendamento prévio. Para grupos, o agendamento será necessário.

Estrutura incorpora soluções sustentáveis

A construção do complexo adota soluções destinadas a reduzir o impacto ambiental. Segundo a Fundação Edson Queiroz, a redução no uso de concreto e aço evitou a emissão de aproximadamente 6 mil toneladas de gás carbônico. O projeto também incorporou plástico reaproveitado à estrutura.

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