Rio - O comandante do 23º BPM (Leblon), coronel Jorge Braga, pediu o reforço de cem policiais do Batalhão de Choque para evitar manifestações de moradores da Rocinha simpatizantes do traficante Luciano Barbosa da Silva, o “Lulu”, chefe do tráfico na favela, morto a tiros na tarde de ontem durante confronto com agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope). O comércio fechou as portas e o clima é tenso. Alguns moradores estavam voltando mais cedo para casa com medo da guerra entre traficantes.
Segundo o coronel Braga, Lulu e um integrante de sua quadrilha - Ronaldo Araújo da Silva, o Didão - estavam escondidos na mata, na localidade de Laborioux, na parte alto da Rocinha. Eles foram surpreendidos por uma patrulha do Bope, formada por oito policiais.
Ainda de acordo com o coronel Braga, os dois reagiram à prisão e tentaram fugir. Baleados, foram socorridos mas morreram a caminho do Hospital Miguel Couto, no Leblon. Com os traficantes, o Bope apreendeu dois fuzis G3 (arma padrão da Otan), duas pistolas da marca Glok e munição. O policiamento foi reforçado na porta do hospital. Outros dois homens, ainda não identificados, foram mortos na ação policial.
Lulu tinha 27 anos e era irmão caçula do traficante Cassiano Barbosa da Silva, que morreu em 1987 durante a Operação Mosaico II. Ele assumiu as bocas-de-fumo da Rocinha em 1995, quando Eduíno Eustáquio de Araújo Filho, o Dudu, então chefe do tráfico na favela, foi preso. Dudu fugiu da cadeia este ano e, desde então, tenta retomar o controle do tráfico. Na madrugada da Sexta-Feira Santa, a guerra entre os dois bandos explodiu: a quadrilha de Dudu desceu o Morro do Vidigal, roubou carros na Avenida Niemeyer e invadiu a Rocinha.
Lulu era visto com simpatia por alguns moradores. Ele costumava ajudar, com cestas básicas, famílias de traficantes de seu bando presos.
Segundo relatório reservado da Coordenadoria de Inteligência Policial (Cinpol), o tráfico na Rocinha chega a faturar R$ 10 milhões por semana, mas em fevereiro, mês do carnaval, a venda de drogas rendeu R$ 50 milhões.
Lulu construiu uma mansão com piscina, churrasqueira e pista de dança na favela. Ela foi transformada em base pela Polícia Militar depois da ocupação policial da favela, na segunda-feira. A casa, na localidade de Laboriaux, fica num ponto estratégico: dá acesso à mata, por onde traficantes teriam fugido na madrugada da sexta-feira.
´Dudu´ - Com a morte de Lulu, a força do Bope será lançada contra Dudu, e seus comparsas. ´Toda a nossa artilharia agora vai ser mobilizada na caçada a Dudu´, afirmou o comandante da unidade, coronel Fernando Príncipe, na linguagem bélica que caracteriza a tropa. Questionado sobre a possibilidade de Dudu investir ainda com mais força sobre a Rocinha, o oficial foi irônico. ´Ele vai encontrar uma pedreira e vai se machucar.´
Segundo o coronel Braga, Lulu e um integrante de sua quadrilha - Ronaldo Araújo da Silva, o Didão - estavam escondidos na mata, na localidade de Laborioux, na parte alto da Rocinha. Eles foram surpreendidos por uma patrulha do Bope, formada por oito policiais.
Ainda de acordo com o coronel Braga, os dois reagiram à prisão e tentaram fugir. Baleados, foram socorridos mas morreram a caminho do Hospital Miguel Couto, no Leblon. Com os traficantes, o Bope apreendeu dois fuzis G3 (arma padrão da Otan), duas pistolas da marca Glok e munição. O policiamento foi reforçado na porta do hospital. Outros dois homens, ainda não identificados, foram mortos na ação policial.
Lulu tinha 27 anos e era irmão caçula do traficante Cassiano Barbosa da Silva, que morreu em 1987 durante a Operação Mosaico II. Ele assumiu as bocas-de-fumo da Rocinha em 1995, quando Eduíno Eustáquio de Araújo Filho, o Dudu, então chefe do tráfico na favela, foi preso. Dudu fugiu da cadeia este ano e, desde então, tenta retomar o controle do tráfico. Na madrugada da Sexta-Feira Santa, a guerra entre os dois bandos explodiu: a quadrilha de Dudu desceu o Morro do Vidigal, roubou carros na Avenida Niemeyer e invadiu a Rocinha.
Lulu era visto com simpatia por alguns moradores. Ele costumava ajudar, com cestas básicas, famílias de traficantes de seu bando presos.
Segundo relatório reservado da Coordenadoria de Inteligência Policial (Cinpol), o tráfico na Rocinha chega a faturar R$ 10 milhões por semana, mas em fevereiro, mês do carnaval, a venda de drogas rendeu R$ 50 milhões.
Lulu construiu uma mansão com piscina, churrasqueira e pista de dança na favela. Ela foi transformada em base pela Polícia Militar depois da ocupação policial da favela, na segunda-feira. A casa, na localidade de Laboriaux, fica num ponto estratégico: dá acesso à mata, por onde traficantes teriam fugido na madrugada da sexta-feira.
´Dudu´ - Com a morte de Lulu, a força do Bope será lançada contra Dudu, e seus comparsas. ´Toda a nossa artilharia agora vai ser mobilizada na caçada a Dudu´, afirmou o comandante da unidade, coronel Fernando Príncipe, na linguagem bélica que caracteriza a tropa. Questionado sobre a possibilidade de Dudu investir ainda com mais força sobre a Rocinha, o oficial foi irônico. ´Ele vai encontrar uma pedreira e vai se machucar.´