Sete pacientes que usaram polilaminina antes de estudos clínicos morreram no Brasil

Segundo Tatiana Sampaio, óbitos não tiveram ligação com o chamado uso compassivo da substância, fato reforçado pela Anvisa.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
08 de Agosto de 2026 - 11:53
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Legenda: Novos dados sobre polilaminina foram informados pela cientista Tatiana Sampaio em evento.
Foto: Divulgação.

De um total de 17 pacientes com lesões graves na medula que fizeram uso compassivo da polilaminina — ou seja, de forma voluntária e antes de estudos clínicos e aprovação da substância pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária —, sete morreram no Brasil desde fevereiro, informou a cientista Tatiana Sampaio.

De acordo com informações da pesquisadora, os óbitos não tiveram ligação com o chamado uso compassivo da substância, fato reforçado pela Anvisa.

A morte mais recente ocorreu na última quinta-feira (6), conforme a cientista compartilhou em apresentação no Rio de Janeiro. Segundo ela, mais de 100 pacientes receberam a substância em uso compassivo, mas apenas 17 usaram pelo período mínimo de observação, que é de seis meses.

Entre esse grupo, a cientista afirmou que 10 apresentaram algum nível de evolução clínica, enquanto os outros sete faleceram

À imprensa, a Anvisa informou que são 110 pacientes que receberam a polilaminina de forma experimental e confirmou que foi notificada sobre seis mortes. A sétima ainda não teve os dados encaminhados para análise da agência.

A avaliação da agência até o momento não aponta relação direta entre os óbitos e o uso compassivo da polilaminina.

Pesquisadora questionou necessidade de estudo clínico em evento

A substância passou a ser disponibilizada em uso compassivo em fevereiro deste ano pelo Laboratório Cristália. Nele, os pacientes não são monitorados e não compõem um estudo clínico oficial, etapa necessária para o registro junto à Anvisa.

Segundo o g1, Tatiana chegou a questionar na fala proferida durante o evento a necessidade de realização de estudo clínico para a substância. Ao portal, a agência refutou a pesquisadora.

“Qualquer afirmação nesse sentido demonstra completo desconhecimento do processo científico e dos protocolos utilizados em todo o mundo para o desenvolvimento de medicamentos e cujo objetivo central é garantir a segurança dos participantes da pesquisa", diz nota enviada ao site.

Fase 1 de estudos clínicos liberada pela Anvisa não começou

No começo de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia liberado a fase 1 de estudos clínicos com a proteína, que busca atestar a segurança do uso em humanos

Segundo informações do Estadão, essa fase tinha previsão de início entre abril e maio, mas ainda não foi iniciada. Pontos como eficácia e dosagem só podem ser testados em fases posteriores.

 
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