Relatório final do acidente da Voepass será divulgado nesta quinta (23)

A tragédia deixou 62 pessoas mortas.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
21 de Julho de 2026 - 17:13
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Legenda: Ao todo, 62 pessoas que estavam a bordo do avião morreram.
Foto: FAB / Divulgação.

O relatório final da investigação sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo (SP), que matou 62 pessoas em agosto de 2024, será divulgado nesta quinta-feira (23).

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), responsável pela análise, irá comunicar o resultado das apurações em coletiva de imprensa marcada para as 17h, em Brasília (DF).

O relatório com a conclusão das investigações, sob responsabilidade do órgão da Força Aérea Brasileira (FAB), passou por uma revisão de autoridades da França e do Canadá, protocolo internacional já previsto em casos de acidentes aéreos.

Conforme informações do portal g1, também deve ocorrer uma entrevista com o chefe e os investigadores do Cenipa, que trarão um balanço das investigações na coletiva desta quinta (23) .

Logo após a divulgação do relatório no evento, o documento será disponibilizado no site do órgão da FAB para consulta pública.

Relembra o acidente

A aeronave ATR 72 500 da Voepass/Latam caiu às 13h22 de 9 de agosto de 2024 no condomínio de casas Residencial Recanto Florido, em Vinhedo, causando a morte de todas as 62 pessoas a bordo: 58 passageiros e quatro tripulantes.

O voo partiu às 11h58 do Aeroporto Coronel Adalberto Mendes da Silva, em Cascavel (PR), com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.

De acordo com o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) da Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave ingressou, durante o voo, em uma região com condições meteorológicas propícias à formação de gelo severo.

“Às 13h21, cumprindo sua navegação aérea, a aeronave realizou uma curva à direita momentos antes da perda de controle, entrando em uma condição chamada stall, vindo a perder sua sustentação em voo”, informou o Cenipa.

“Como resultado, os pilotos perderam o controle da aeronave, que entrou em atitude anormal de voo, descrevendo giros em torno do seu eixo (parafuso chato), culminando em sua colisão com o solo em uma área residencial do município de Vinhedo (SP)”, acrescentou o centro de investigação.

Entenda a investigação

Segundo o Cenipa, os investigadores do acidente já fizeram os seguintes levantamentos:

  • Leitura e análise dos gravadores de voo;
  • Reconstrução detalhada do voo do acidente, com análise de desempenho da aeronave, comandos aplicados, alertas emitidos e dinâmica da perda de controle;
  • Ensaios e testes técnicos em componentes recuperados no local do impacto;
  • Entrevistas com profissionais da companhia aérea envolvida, mecânicos, despachantes, pilotos e familiares dos tripulantes.
  • Análise de mais de 15 mil voos realizados por aeronaves da frota da companhia envolvida;
  • Levantamento meteorológico, com dados de satélite, radiossondagens;
  • Voos recriados em simulador; 
  • Voo experimental realizado em aeronave de ensaio.

O que diz a Voepass

Em nota, a Voepass Linhas Aéreas disse que a tragédia do Voo 2283 foi “o episódio mais difícil” da história da empresa e que resultou em perdas irreparáveis.

“Seguimos solidários às famílias das vítimas, compartilhando uma dor que permanece presente em nossa memória. Em mais de 30 anos de operações na aviação brasileira, jamais havíamos enfrentado um acidente”, afirma trecho da nota.

“Temos atuado de forma transparente junto às autoridades públicas e seguimos fortemente dedicados à resolução das questões indenizatórias o quanto antes, neste aspecto com estágio bastante avançado das indenizações restantes. Mantemos o suporte psicológico ativo e continuamos apoiando homenagens realizadas pelas famílias ao longo deste ano”, diz o comunicado.