Pai de Vorcaro pede revogação da prisão ao STF e transferência para domiciliar

Henrique Vorcaro foi preso em maio deste ano, e segue em prisão preventiva.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
17 de Setembro de 2026 - 09:01
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Legenda: Empresário é acusado de praticar condutas de intimidação, de coerção, de obtenção de informações sigilosas.
Foto: Reprodução / Linkedin.

O pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, pediu a revogação de sua prisão ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na quarta-feira (16), a defesa citou que Henrique já está preso há mais de 90 dias e que nenhum recurso contra a prisão foi julgado. 

Os advogados ainda reforçaram o pedido de prisão domiciliar humanitária, destacando que Henrique sofre de uma condição de saúde com risco de morte, a diverticulite, como é chamada um tipo de inflamação na parede do intestino grosso. Devido à doença, ele precisa de cuidados específicos. 

Henrique Vorcaro foi preso em 14 de maio deste ano, e encaminhado ao presídio Nelson Hungria, em Contagem (MG). Conforme o g1, ele é suspeito de integrar o considerado "núcleo violento" do grupo criminoso associado a Daniel Vorcaro

Na época, os advogados tentaram revogar a medida, mas o STF confirmou e manteve a prisão preventiva em junho. Essa operação mirou "A Turma" e "Os Meninos". Esses núcleos eram responsáveis por crimes de:

  • Intimidação; 
  • Coerção; 
  • Obtenção de informações sigilosas; 
  • Invasões a dispositivos informáticos.  

Quem é Henrique Vorcaro?

Henrique é suspeito de integrar uma organização criminosa. Ele é apontado pelas investigações como o "demandante, beneficiário e operador financeiro" da chamada "A Turma", um grupo comandado por Daniel Vorcaro para vigiar e intimidar desafetos que contrariavam os seus interesses, segundo a PF.

Henrique também era diretor-presidente do Grupo Multiplar desde o ano 2000. A companhia é investigada pela PF por suspeita de manter atividade financeira com o grupo Master.

Segundo o Estadão, Henrique também é suspeito de se beneficiar de desvios do Banco Master, por meio de operações fraudulentas com fundos de investimento. Segundo a PF, o dono do Master tentou esconder R$ 2 bilhões na conta do pai.

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