Núcleo do PCC suspeito de movimentar R$ 1 bilhão é alvo de operação em SP

Operação prendeu quatro suspeitos, bloqueou bens e sequestrou 29 imóveis ligados ao esquema de lavagem de dinheiro.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
03 de Setembro de 2026 - 10:30
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Legenda: Prefeitura Praia Grande é alvo da operação.
Foto: Reprodução.

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou, nesta quinta-feira (3), a Operação Helmintos contra um núcleo ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeito de lavar cerca de R$ 1 bilhão na Baixada Santista. A investigação aponta que o grupo usava imóveis de alto padrão, empresas e estabelecimentos comerciais para movimentar recursos provenientes do tráfico de drogas.

A Justiça determinou a prisão temporária de quatro suspeitos apontados como integrantes do núcleo: Anderson Roberto Braghine, o Fio; Alexander Miguel da Silva, o Gordão; Ronaldo Yuzo Sekiya, o Japonês; e Leonildo Marinho de Andrade, o Nêne.

Além das prisões, foram determinadas buscas e apreensões e o bloqueio de bens relacionados aos investigados. 29 imóveis também foram alvo de sequestro judicial. As diligências ocorrem nas cidades litorâneas Praia Grande e Guarujá, e em Santo André e Santana de Parnaíba, municípios da Grande São Paulo. A operação também alcançou um setor da Prefeitura de Praia Grande, onde foram apreendidos documentos relacionados a processos de contratação e licitação.

Segundo a investigação, o esquema envolvia integrantes do PCC, operadores financeiros, intermediários do mercado imobiliário e pessoas usadas como "laranjas" para ocultar a propriedade dos bens. O grupo também teria exercido influência sobre atividades econômicas e políticas do município.

Uma das frentes investigadas envolve a exploração de quiosques na orla de Praia Grande. A polícia apura suspeitas de favorecimento a pessoas ligadas à facção em licitações e concessões de áreas públicas.

A Operação Helmintos é conduzida pelo Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter 6), com participação da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém. As investigações continuam para identificar a extensão da estrutura financeira e suas conexões com o crime organizado.