Morte de duas adolescentes em acidente no Paraná é tratada como homicídio culposo pela polícia

O veículo transportava 10 ocupantes, embora tivesse capacidade para apenas cinco pessoas.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
26 de Julho de 2026 - 17:22
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Legenda: O impacto da batida fez com que as vítimas fossem comprimidas umas contra as outras dentro do automóvel.
Foto: Reprodução/Funerária Memorial Iguassu.

A Polícia Militar do Paraná registrou como homicídio culposo o acidente que resultou na morte de duas jovens na noite de sexta-feira (24), em Foz do Iguaçu.

O carro em que elas estavam saiu da pista e colidiu contra uma árvore, matando Julia Wolf Datsch, de 17 anos, e Flavia Werner Saccomori, de 18, no local.

As informações são do g1. Segundo a PM, o veículo transportava 10 ocupantes, embora tivesse capacidade para apenas cinco pessoas.

As circunstâncias do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o impacto da batida fez com que as vítimas fossem comprimidas umas contra as outras dentro do automóvel, ficando presas às ferragens.

O motorista, de 21 anos, foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Foz do Iguaçu, onde permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Outros cinco ocupantes, com idades entre 17 e 18 anos, sofreram fraturas e continuam hospitalizados sob acompanhamento médico.

Ainda conforme as autoridades, mais duas pessoas que estavam no veículo não sofreram ferimentos e deixaram o local antes da chegada das equipes de resgate.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) foram mobilizadas para prestar socorro às vítimas.

Homicídio culposo

O enquadramento inicial da ocorrência foi feito pela Polícia Militar como homicídio culposo, crime caracterizado quando a morte é provocada por imprudência, negligência ou imperícia, sem intenção de matar ou de assumir o risco pelo resultado.

Na tarde de sábado (25), a Polícia Civil do Paraná informou que ainda não havia recebido o boletim de ocorrência da Polícia Militar e, por isso, o inquérito ainda não havia sido instaurado.

Após o recebimento do documento, o delegado responsável analisará as informações e definirá as medidas investigativas cabíveis.

Segundo a corporação, tanto o enquadramento jurídico quanto a linha de investigação poderão ser alterados conforme as provas produzidas durante a apuração.

A Polícia Civil informou que a análise do boletim de ocorrência deve começar a partir de segunda-feira (27), quando o caso passará a ser formalmente investigado.