Lei Maria Eduarda: projeto que cria regras para esportes radicais tramita na Câmara

A lei faz referência ao caso da jovem de 21 anos que morreu após ser lançada de uma ponte.

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Redação producaodiario@svm.com.br
Foto do momento em que jovem é jogada de ponte sem cordas.
Legenda: Maria Eduarda tinha ido ao local para pular da Ponte do Esqueleto, onde a prática de rope jump é comum desde 2014.
Foto: Reprodução/Redes sociais.

O deputado federal Capitão Alden (PL/BA) apresentou, nesta terça-feira (16), o Projeto de Lei 3099/2026, que cria normas nacionais de segurança para esportes radicais e atividades recreativas de alto risco, e institui a Lei Maria Eduarda Rodrigues de Freitas.

A lei faz referência ao caso da jovem de 21 anos que morreu após ser lançada de uma ponte, sem a corda de segurança, durante um salto de rope jump. A morte foi registrada na manhã de sábado (13), na divisa entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, no Interior de São Paulo.

Maria Eduarda tinha ido ao local para pular da Ponte do Esqueleto, onde a prática de rope jump é comum desde 2014. Conforme um site especializado na prática, a queda livre é de 40 metros e leva dois segundos.

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SOBRE A LEI

“O presente Projeto de Lei tem por finalidade aperfeiçoar a Lei Geral do Esporte, instituindo normas nacionais de segurança para a realização de esportes radicais e atividades recreativas de alto risco”, expressa trecho da justificativa do PL.

O parlamentar salientou que a denominação da norma como Lei Maria Eduarda Rodrigues de Freitas “presta homenagem à jovem que perdeu a vida durante a prática de rope jumping, transformando uma tragédia em instrumento de conscientização, prevenção e proteção para milhares de brasileiros que participam de atividades esportivas de alto risco”.

Se aprovado, o texto altera pontos da Lei do Esporte como:

A liberação do participante para a realização da atividade dependerá da confirmação formal de, no mínimo, dois operadores distintos quanto à correta instalação e fixação dos equipamentos de segurança.

Os acidentes que resultarem em morte, lesão corporal grave ou risco coletivo deverão ser comunicados à autoridade policial competente e ao órgão responsável pela fiscalização da atividade no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas.

INSTRUTORES PRESOS

Os três homens presos em flagrante por homicídio com dolo eventual prestaram depoimento sobre a morte de Maria Eduarda. No entanto, nenhum deles soube explicar a falha. 

O caso foi registrado na manhã de sábado (13) na Ponte do Esqueleto. A estrutura está localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no Interior de São Paulo. 

Os suspeitos foram identificados como Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos; e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. As informações são do g1.

Depoimento dos três para a Polícia Civil

Conforme a delegada responsável pelo caso, Andréa Dantas, eles pareciam estar desnorteados e não sabiam dizer o que aconteceu antes da queda. 

"Eles não conseguem se recordar qual foi a falha ali, quem teria que ter colocado a corda, se não houve a fiscalização. Não conseguem se recordar", compartilha Dantas.

Os três possuem muita experiência com saltos de rope jumping e destacaram que nunca tinham passado por nenhuma situação parecida. 

Inclusive, o salto de Maria Eduarda não tinha sido o primeiro do dia. "Eles estão até desnorteados com a situação porque praticam isso há muito tempo e nunca tinha acontecido nada do tipo", disse a delegada.