Empresária morre após cirurgia plástica em Goiás; veja o que se sabe sobre o caso

Procedimento no rosto teria custado R$ 118 mil.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
24 de Agosto de 2026 - 10:23
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Legenda: Andreia morava há cinco anos na Espanha e sonhava em realizar cirurgia plástica.
Foto: Arquivo pessoal.

A empresária Andreia Vieira Gaspar, de 51 anos, morreu após passar por uma cirurgia plástica em um hospital, em Goiânia (GO). A família da vítima denuncia negligência médica e acionou o Ministério Público para apuração do caso.

Andreia morava há cinco anos na Espanha e veio a Goiânia apenas para fazer o procedimento estético no rosto. Segundo a família, realizar a cirurgia com o médico otorrinolaringologista Lessandro Martins era um sonho da empresária.

A vítima teria passado por seis procedimentos na face e pescoço, que duraram cerca de 10 horas e incluíram ritidoplastia profunda, frontoplastia, mentoplastia e blefaroplastia, além de aplicação de gordura no rosto.

O cirurgião reposicionou tecidos e músculos do rosto de Andreia, mudou a linha do cabelo e reposicionou o queixo. Também foram retirados o excesso de pele e as bolsas de gordura das pálpebras, além de gordura do pescoço e da mandíbula. As informações são do portal g1.

O laudo apontou que a causa da morte da empresária foi trombose aguda e infarto pulmonar.

Negligência médica

A irmã de Andreia acompanhou a empresária durante a cirurgia, realizada no dia 12 de agosto. Segundo ela, Andreia entrou para a cirurgia por volta das 7h e só retornou ao quarto às 17h30. Djiane Vieira resolveu acionar uma equipe médica e implorou por socorro enquanto a vítima passava mal.

“A minha irmã tá morrendo. Pelo amor de Deus. Vocês atendem, ninguém aparece. Pelo amor de Deus", suplicou ela.

Segundo Djiane, cerca de seis horas após a cirurgia, a situação se agravou: Andreia teria apresentado falta de ar e inchaço na língua.

Duas horas depois do início da tentativa de reanimação, a paciente foi declarada morta. O laudo assinado pela equipe médica indicou trombose aguda e infarto pulmonar.

"O hospital não tinha UTI e ele [o médico] dizia que tinha. Se você entrar nas redes sociais, eles falam que tem lá. Eles não tinham uma ambulância para cuidar da minha irmã", declarou a irmã, que denuncia negligência médica no atendimento.

Cirurgia teria custado mais de R$ 100 mil

A irmã da vítima ainda revelou que o procedimento estético custou R$ 118 mil. Andreia teria juntado o dinheiro durante anos para realizar o sonho da cirurgia.

"Foram dois anos que ela ficou poupando. Não é fácil você reunir R$ 118 mil ganhando salário. Então era um sonho na cabeça dela que já vinha de anos”, disse Djiane.

A família conta que Andreia conheceu o trabalho do cirurgião pela internet e teria entrado em contato com a equipe do médico pelas redes sociais. Todas as consultas e tratativas sobre a cirurgia teriam sido feitas somente por mensagens, sem uma consulta presencial.

Investigação

O Ministério Público de Goiás informou que solicitou à Polícia Civil a abertura de um inquérito para investigar a possível prática de homicídio culposo.

O médico otorrinolaringologista Lessandro Martins se manifestou em nota por meio da defesa. Ele diz que lamenta o falecimento da paciente e se solidariza com a família, mas que não comentará o caso devido ao código de ética médica.

Já a defesa do Hospital Ankar afirmou que Andreia recebeu atendimento de emergência imediato, com assistência das equipes médica e de enfermagem e adoção das medidas necessárias diante do quadro apresentado. O hospital também informou que os registros do atendimento estão documentados em prontuário e poderão ser disponibilizados às autoridades.