Mãe e filha são detidas pelo ICE dentro de hospital após acidente de carro nos EUA

Equatorianas estavam internadas após colisão entre veículos registrada no dia 20 de agosto.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
30 de Agosto de 2026 - 15:47
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Legenda: Mãe e filha solicitaram deportação voluntária para o Equador após o ocorrido.
Foto: Divulgação.

As equatorianas Grace Calero, de 39 anos, e Giulianna Carriel, de 19 anos, foram detidas por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) após sofrerem acidente de carro no último dia 20 de agosto, na Flórida. Mãe e filha estavam internadas em um hospital quando foram abordadas.

Segundo informações da BBC, as duas estavam a caminho do trabalho quando o veículo em que estavam foi atingido por outro carro em Kissimmee, no centro da Flórida. Feridas após a colisão, elas foram socorridas e levadas para uma unidade de saúde.

Mas foi ao chegar no hospital que mãe e filha perceberam que não estavam seguras. Um vídeo feito por um familiar das duas registrou o momento em que Grace foi algemada pelos agentes enquanto ainda estava no quarto. Enquanto isso, as imagens também mostraram Giulianna deitada em uma cama.

Uma familiar que acompanhava a situação pede ajuda no vídeo, questionando os policiais sobre a prisão. "Socorro, por favor, socorro!", implorou Grace durante a prisão.

As duas são imigrantes equatorianas e haviam solicitado asilo nos EUA após fugirem de Guayaquil, no Equador.

Autorização para trabalhar nos EUA

Segundo familiares de Grace, a mulher tinha autorização para trabalhar nos Estados Unidos e pedido de asilo seguia em andamento. 

No entanto, o ICE afirmou que as duas estavam em situação migratória irregular no país, alegando que as ordens de detenção foram emitidas depois que a situação foi identificada durante a investigação relacionada ao acidente.

De acordo com as autoridades, Grace havia ultrapassado o período permitido pelo visto. Giulianna também teria permanecido nos Estados Unidos além do prazo autorizado.

As duas foram encaminhadas para uma unidade de detenção no estado da Flórida. A família, enquanto isso, contesta a versão apresentada pelas autoridades sobre o momento em que as prisões ocorreram.

Saída voluntária dos EUA

Grace e Giulianna decidiram pela deportação voluntária logo após terem sido detidas e deixaram os Estados Unidos em um voo com destino ao Equador na semana seguinte à prisão.

O primo das mulheres, identificado como Jonathan Bravo, apontou que as duas temiam ser enviadas para um centro de detenção do ICE.

Em comunicado divulgado após a partida das mulheres, o hospital HCA Florida Poinciana apontou que tem como prioridade "atender todos os pacientes que chegam ao pronto-socorro, independentemente de seu status migratório". A unidade de saúde alegou que seus funcionários se dedicam a oferecer um "atendimento humanizado a todos os pacientes".

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