Anvisa alerta que medicamento retatrutida ainda não está aprovada para uso

Medicamento é conhecido popularmente como "canetas emagrecedora".

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
24 de Julho de 2026 - 20:31
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Legenda: Em janeiro deste ano, a Anvisa determinou a apreensão e proibição de uso do medicamento.
Foto: Gecko Studio/Shuttertsock.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, nesta sexta-feira (24), um alerta sobre o uso do medicamento retatrutida.

Segundo a entidade, ele tem ganhado destaque, apesar de ser ainda um medicamento experimental, em fase de pesquisa. 

“Como os testes ainda não foram concluídos, o produto ainda não está disponível para venda em nenhum lugar do mundo. Isso porque a empresa que desenvolve os estudos sequer solicitou o registro do medicamento à Anvisa ou em qualquer agência reguladora internacional”, explicou a Agência.

Isso não tem impedido, no entanto, que ele seja oferecido por sites irregulares na internet e apreendido nas fronteiras brasileiras como contrabando, ainda de acordo com a Anvisa.

PROIBIÇÃO DE CANETAS EMAGRECEDORAS

Em janeiro deste ano, a Anvisa determinou a apreensão e proibição de uso do medicamento Tirzepatida das marcas Synedica e TG, vendidos no Brasil sem autorização.

Conhecido popularmente como "canetas emagrecedoras", as injeções também não podem ser fabricadas, distribuídas, divulgadas, e importadas, segundo a agência.

A medida valia também para o retatrutida de todas as marcas e lotes.

TESTES RIGOROSOS 

Até ser aprovado para uso, qualquer medicamento percorre um longo caminho, que inclui estudos pré-clínicos e clínicos, com testes rigorosos.

O roteiro traz todos os elementos para evitar potenciais problemas à saúde de quem utiliza o produto e garantir que todos os efeitos sejam avaliados.   

“É preciso determinar, por exemplo, as doses adequadas, estabelecer os possíveis efeitos adversos, os riscos de interação com outros medicamentos, além de alertas que podem indicar a necessidade de interrupção do tratamento”, explica a Anvisa.  

Quando um produto chega ao mercado sem passar por esse processo, que comprova cientificamente sua eficácia e segurança, não existe qualquer garantia.

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