Anvisa aprova novo tratamento para tipo agressivo de câncer no sangue

O remédio é indicado para pacientes adultos diagnosticados com Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB).

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
20 de Julho de 2026 - 14:55 (Atualizado às 21:32)

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (20), um novo medicamento para o tratamento de um tipo agressivo de câncer no sangue.

O remédio, intitulado de Columvi (glofitamabe), é indicado para pacientes adultos diagnosticados com Linfoma Difuso de Grandes Células B (LDGCB) recidivado ou refratário, ou seja, quando o câncer retorna ou não responde aos tratamentos iniciais, e pacientes que não são elegíveis ao transplante autólogo de células-tronco.

O medicamento é uma combinação de gencitabina e oxaliplatina, um anticorpo monoclonal biespecífico humanizado.

"O produto atua por meio da ligação simultânea ao antígeno CD20 presente nas células B tumorais e ao CD3 expresso nas células T. Esse mecanismo promove a ativação das células T e a destruição direcionada das células tumorais", explicou a Anvisa.

A Agência destacou o medicamento como uma inovação importante na área de oncologia hematológica ao disponibilizar, no Brasil, um anticorpo biespecífico capaz de redirecionar o sistema imune contra células tumorais.

O que é o linfoma não Hodgkin agressivo

O linfoma difuso de grandes células B é o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo, caracterizado por evolução clínica rápida e necessidade de tratamento eficaz, especialmente em pacientes com doença recidivante ou refratária e opções de tratamento limitadas.

No Brasil, a estimativa é de que cerca de 4 mil pessoas recebam o diagnóstico da doença por ano.

Segundo artigo do Hospital Israelita Albert Einstein, esse tipo de câncer se origina nos linfócitos B, células de defesa responsáveis pela proteção do organismo.

Nesse tipo de linfoma, as células de defesa chamadas células B (linfócitos B) ficam maiores do que o normal e começam a se multiplicar rapidamente e sem controle.

A doença pode atingir regiões do corpo em que essas células circulam e se acumulam, como os gânglios linfáticos (linfonodos), o local onde o sangue é produzido (medula óssea), os órgãos responsáveis pela digestão (sistema gastrointestinal), o cérebro e medula espinhal (sistema nervoso), além dos ossos e da pele.

Sintomas

  • Aumento indolor dos gânglios linfáticos (linfonodos) no pescoço, axilas ou virilha;
  • Massa de crescimento rápido no pescoço ou abdômen;
  • Febre;
  • Fadiga;
  • Suor noturno intenso;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Dor ou sensação de estômago cheio;
  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Perda de apetite;
  • Dores de cabeça;
  • Confusão mental;
  • Alterações na visão;
  • Dificuldade de raciocínio e de fala;
  • Mudanças de comportamento;
  • Convulsões. 

Tratamento

Entre as vias de tratamento mais comuns indicadas para pacientes diagnosticados com o linfoma, estão:

  • Quimioterapia;
  • Radioterapia;
  • Imunoterapia;
  • Terapia com células CAR-T;
  • Transplante de medula óssea.

Edição do Dia