Suplente de vereador é preso suspeito de matar a companheira em Cascavel, no Ceará

Cleilson Ferreira do Nascimento simulou o suicídio da vítima, mas em seguida confessou o crime.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
04 de Setembro de 2026 - 12:42 (Atualizado às 12:43)
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Legenda: O homem foi preso por meio de mandado de prisão preventiva.
Foto: Arquivo/Divulgação/Polícia Civil.

Um homem de 46 anos foi preso pela Polícia Civil do Ceará (PC-CE), nesta quinta-feira (3), suspeito de feminicídio contra a companheira, crime cometido em julho deste ano

Cleilson Ferreira do Nascimento é suplente de vereador por Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza, e possui cargo de coordenador de logística na Secretaria Municipal de Educação do município. 

Ele foi detido por meio de mandado de prisão preventiva, cumprido por policiais da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Cascavel. 

O crime

De acordo com o documento, o qual o Diário do Nordeste teve acesso, o crime aconteceu na madrugada do dia 26 de julho, quando Cleison teria simulado o suicídio da companheira, Marlene Albuquerque de Oliveira. 

Aos policiais que atenderam à ocorrência, o homem disse que teria encontrado a companheira suspensa pela corda e que a teria cortado com uma faca para tentar socorrê-la.

A tese de suicídio, no entanto, foi refutada por exames periciais iniciais, que encontraram elementos compatíveis com uma morte por "axfixia mecânica por esmagamento", antes de a vítima ser suspensa pela corda. Posteriormente, o laudo cadavérico confirmou a causa da morte

Em depoimento à polícia, ainda conforme o documento, Cleilson admitiu que mentiu sobre ter encontrado a vítima enforcada e confessou o crime. 

O Diário do Nordeste solicitou informações sobre o caso à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), na terça-feira (3), mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. 

Procedimento administrativo

Em nota, a prefeitura municipal de Cascavel disse que tomou conhecimento sobre o caso apenas após a decretação da prisão de Cleilson, em razão do processo correr em segredo de Justiça. 

"Tão logo tomamos ciência do caso, instauramos um procedimento administrativo para apurar, em paralelo, a conduta do servidor.  A prefeitura também se coloca à disposição da justiça para colaborar com o trabalho investigativo e judicial", diz o comunicado. 

A prefeitura disse, ainda, repudiar qualquer ato de violência e afirmou que tomará medidas enérgicas com intuito de coibir qualquer situação semelhante. 

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