Mãe e padrasto de bebê morto em Fortaleza devem ir a júri popular
A mulher responde ao processo em liberdade.
A mãe e o padrasto acusados pela morte de um bebê de um 1 ano devem ir a júri popular. A decisão da Justiça do Ceará vem menos de um ano após o crime ocorrido em Fortaleza.
O Judiciário decidiu pronunciar o casal Izaque de Souza Alves e Wanderleia Costa Damasceno, pela morte de Axel Guilherme, de apenas um ano.
Em maio do ano passado, a criança chegou ao hospital com múltiplos ferimentos, incluindo fratura no crânio.
O bebê ficou hospitalizado por três dias, mas não resistiu aos graves ferimentos. O casal foi preso em flagrante.
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Ainda não há data prevista para o júri acontecer. As defesas dos acusados não foram localizadas pela reportagem do Diário do Nordeste.
CONFISSÃO
Na época, Izaque teria admitido aos investigadores que agrediu a criança porque estava nervoso.
O padrasto estava com a mãe do menino há poucos meses e os três costumavam dormir no mesmo quarto.
No dia do crime, o homem encontrou a criança ainda acordada, "teria ficado nervoso e batido nas costas do menino".
Na versão do acusado, o bebê começou a convulsionar e passar mal, e foi levado pelo casal ao hospital.
Ambos disseram não saber sobre os hematomas no corpo da criança, dando a versão de que poderiam ser provenientes de queda.
O laudo cadavérico apontou que Axel morreu em decorrência de "traumatismo crânio encefálico produzido por lesões contundentes com características típicas de crueldade e indícios de tortura, haja vista o intenso sofrimento por possível castigo/ intimidação".
DENÚNCIA
O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou a dupla por homicídio qualificado, com motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.
A mãe também deve ser julgada por omissão.
Izaque segue respondendo ao processo encarcerado, enquanto Wanderleia está solta.
Ainda antes do crime, o pai biológico da criança tentou a guarda do menino.