Homem mata a mulher e o sogro e fere mais dois

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
28 de Fevereiro de 2009 - 00:30
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O acusado esfaqueou também o próprio filho, de apenas três anos, e a sogra. Foi dominado e acabou sendo detido

Crato. Uma tragédia em família. O desempregado Rubens da Silva Galdino, 37, matou, a golpes de faca, a mulher Cleide Farias Galdino, 22; e o sogro, Cícero Antônio de Farias, 65, conhecido como ´Cícero Carpinteiro´; e lesionou a sogra, Santina Maria Farias, e o filho de apenas três anos e oito meses, João Mateus, que foi levado para hospital de Barbalha, em estado grave, com um golpe na garganta. Os crimes aconteceram às 8 horas de ontem, na Rua Cícero Lobo, 116, Bairro Muriti, neste Município (a 540Km da Capital).

A primeira vitima foi à esposa Cleide. Enciumado, Rubens matou a mulher dentro de casa. Em seguida, cortou a garganta do filho. O enteado, de nome Felipe, de 12 anos, só não foi assassinado porque pulou a janela para o meio da rua e foi avisar o sogro de Rubens, que morava nas proximidades.

Quando os pais de Cleide, ´Cícero Carpinteiro´ e Santina, se aproximaram do local do crime, Rubens já estava no meio da rua de faca em punho e todo ensangüentado. De acordo com informações dos moradores da Rua Cícero Lobo, o assassino estava enfurecido. Partir para cima do sogro em estado de desespero, retalhando-o com vários golpes de faca.

Ao tentar defender o marido, Santina foi lesionada nos braços. Só não morreu porque saiu correndo, Depois de praticar os crimes, Rubens tentou fugir, sendo interceptado pela polícia no final da rua. Ele ainda estava com a faca na mão quando a Polícia o prendeu e levou para a Delegacia Regional, onde o delegado Levi Leal lavrou o flagrante.

O delegado informou que não conseguiu ouvir o acusado porque ele estava muito agitado. Rubens foi levado, algemado, para uma das celas da delegacia, onde permaneceu totalmente descontrolado, gritando e chutando tudo que encontrava pela frente. Aos gritos, dizia: “Quero meu filho, meu sogro e minha mulher aqui”. O estado de desespero de Rubens era intercalado com uma indagação: “Porque eu não tomei os remédios? Eu quero meus remédios”.

Rubens, segundo informações de familiares, tomava remédios controlados. Ele era atendido no Centro de Atenção Psicossocial e já havia sido internado, algumas vezes, no Hospital Santa Tereza para tratamento mental.

Loucura

O major Herman, comandante da 5ªCompanhia do 2º BPM, que chefiou a operação policial, informou que, “se ele (o acusado) estivesse em estado de loucura, teria se matado”. Chamou a atenção para outros dependentes de remédios controlados que estão nas ruas, levando risco de vida para a população.

As emissoras de rádio do Cariri, em seus programas policiais, cobraram das autoridades a instalação de hospitais psiquiátricos no Cariri. Criticaram o atual sistema de assistência aos doentes mentais.

Antônio Vicelmo
Repórter

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