Até a noite desta terça-feira (22), sete pessoas prestaram depoimento sobre o caso da morte da jovem Isabelle Caracristi, 22 anos, encontrada morta no residencial La Piazza, na Aldeota, em Fortaleza. Um dos ouvidos foi o ex-namorado da vítima, João Munhoz Neto, de 34 anos, que está preso.
João foi preso preventivamente pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), na manhã desta terça, com a finalidade de "garantir a instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal", conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS).
A captura foi realizada no bairro Aldeota. Ele prestou depoimento na noite de segunda-feira (21) e foi ouvido novamente, após a prisão, nesta terça, no inquérito que investiga as circunstâncias da morte da estudante. O celular dele foi apreendido e passa por análise.
Novos depoimentos estão marcados para os próximos dias. Celulares, dispositivos eletrônicos e imagens de câmeras ainda estão sendo analisados, bem como diversas outras diligências sendo efetuadas.
A investigação é conduzida pelo Grupo Especial de Investigação (GEI), composto por equipes da 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, 2º Delegacia de Defesa da Mulher de Fortaleza e Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e é realizada sob a perspectiva de gênero.
DEZ LAUDOS PRODUZIDOS
Até esta terça-feira (22), a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) produziu dez laudos periciais. Outros três laudos estão em fase de conclusão, segundo a SSPDS.
Profissionais da Pefoce estiveram no local do fato, após serem acionados, durante a noite da ocorrência, via Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops) pela Polícia Militar do Ceará (PMCE), ainda de acordo com a pasta.
“A composição policial militar atuava próximo ao prédio e foi chamada por funcionários”, disse a SSPDS.
PERÍCIAS PELO APARTAMENTO
A equipe da Pefoce fez perícia no apartamento, no terraço do prédio e no local onde o corpo da estudante caiu na mesma noite da ocorrência.
“Isabella foi reconhecida, no próprio condomínio, por outras pessoas que moravam no apartamento e que apresentaram um documento de identificação da vítima”, afirma a SSPDS.
Na sede da Perícia Forense do Ceará, o corpo foi submetido a exame necroscópico detalhado e realizadas as coletas e os exames pertinentes às circunstâncias investigadas, inclusive aqueles destinados à apuração de aspectos relacionados à violência de gênero.
CAUSA DA MORTE
O laudo cadavérico apontou como causa da morte politraumatismo, com lesões no corpo da vítima compatíveis com o impacto contra o solo. A necropsia não constatou que a jovem estivesse grávida.
Exames laboratoriais realizados tiveram resultado negativo para substâncias de interesse toxicológico.
Antes do prazo legal aplicável, foram concluídos e disponibilizados à autoridade responsável pela investigação os laudos de necropsia, toxicológico e de local de crime.
“Outras análises e exames complementares permanecem em andamento e serão concluídas no prazo legal de 10 dias. As investigações sobre o caso seguem em andamento”, disse a Pasta em nota.