A Meta retirou do ar no Instagram um vídeo do cantor MC Cabelinho feito para o projeto “Revelando”. O material aborda a acusação de que o senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) foi funcionário fantasma aos 19 anos.
A restrição ao vídeo foi criticada pelo artista na própria rede social. “Tropa, derrubaram meu reels (revelando) mas o episódio continua no youtube (...) Qual foi, Meta?”, escreveu Cabelinho, marcando a empresa.
Os atores Fábio Porchat e Gregório Duvivier, ligados ao “Revelando”, também se pronunciaram após a derrubada, estimulando os seguidores a buscarem o vídeo no YouTube. O conteúdo foi repostado pelas páginas de Cabelinho e do projeto.
Segundo a Meta, a retirada do conteúdo ocorreu em conformidade a uma resolução do TSE que prevê restrição de "conteúdos gerados ou alterados por IA nas 72 horas antes da votação, no dia da eleição e no dia seguinte".
No posicionamento, a empresa ressaltou que “muitos aplicativos de edição de imagem, vídeo e áudio usam recursos de IA e incorporam ao arquivo um sinal padrão da indústria indicando esse uso”.
Há cerca de um mês, em 23 de setembro, a Meta tinha retirado o perfil do "Revelando" do ar após um vídeo com Fábio Porchat sobre as conexões de Flávio Bolsonaro com o Banco Master e a Igreja Batista da Lagoinha. Depois, a empresa admitiu a remoção como um erro e o perfil foi retomado.
Histórico da Meta nas eleições 2026
Ao longo do segundo turno das eleições, a Meta — responsável por redes sociais como o Instagram, Facebook e WhatsApp — foi centro de embates sobre desigualdade de condições entre os dois candidatos à Presidência.
Na quarta da semana passada (14), foi revelado que a IA da empresa privilegiava produzir montagens em prol de Flávio Bolsonaro, mas bloqueava o mesmo em relação a Lula (PT).
Dias depois, a Meta chegou a reconhecer que problemas técnicos afetaram a divulgação de conteúdos da campanha do presidente Lula (PT), além de falhas de recomendação de perfis políticos em suas plataformas.
Na última terça-feira (20), a empresa informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter adotado medidas para garantir tratamento igualitário às candidaturas.