‘Creche’ e ‘Escravas’: Vorcaro seria sócio de rede de exploração sexual de refugiadas

Informação foi divulgada pelo UOL, com base em conversas obtidas pela coluna de Natália Portinari.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
13 de Outubro de 2026 - 18:23
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Legenda: A rede de prostiuição é investigada pela Polícia Federal.
Foto: Divulgação/Banco Master.

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro seria sócio oculto de uma rede de prostituição de mulheres refugiadas. Outras pessoas também estariam envolvidas no esquema. A informação é da jornalista Natália Portinari, em coluna publicada no UOL.

Conforme a apuração, as mulheres vinham de países como Rússia, Ucrânia, Venezuela, Argentina e Polônia. Além de financiar a rede,  Vorcaro também se beneficiaria do serviço das mulheres.

Nas conversas obtidas pela coluna, Vorcaro, Diego Batista, promotor de eventos de São Paulo, e Leonardo Serrano, dono de uma empresa de eventos, usavam expressões pejorativas para se referir às mulheres recrutadas.

“Escravas”, “Kengas” e “girafinha” são alguns dos termos utilizados nas mensagens trocadas por Vorcaro e os outros dois. Além disso, as mulheres mais jovens eram chamadas de “Creche”.

A rede de prostituição é investigada pela Polícia Federal. Segundo a apuração, tudo teria começado em 2023, quando surgiu a ideia de criar uma agência para recrutar mulheres, após Diego e Vorcaro discutirem sobre uma refugiada ucraniana de 19 anos.

As tentativas de Diego de abrir a agência continuaram em 2024. Em uma das mensagens, ele escreveu: “Vamos fechar essa agência irmão? Ajuda muito pra segurar essas meninas? daí eu alugo uma casa tbm ou ap grande pela agência! Não fica atrelado à gente!”.

Ainda em 2024, Diego e Vorcaro teriam organizado uma festa para celebrar o aniversário de uma jovem que completaria 19 anos. Ela era chamada de “Mucilon”.

Prisão de Vorcaro

Vorcaro tenta firmar um acordo de delação desde que voltou a ser preso, em 4 de março, quando foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

A operação investiga fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF).