IA da Meta bloqueia termos como 'Lula', mas cria material de campanha para 'Flávio' no WhatsApp

Divergência da ferramenta com dois candidatos à presidência foi exposta nas redes sociais nesta quarta-feira (14).

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
14 de Outubro de 2026 - 16:18 (Atualizado às 16:39)
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Legenda: Testes da ferramenta nesta quarta-feira (14) comprovaram a divergência diante dos pedidos.
Foto: Reprodução/WhatsApp.

Usuários da Meta AI, inteligência artificial da Meta no WhatsApp, relataram, ao longo desta quarta-feira (14), casos em que a tecnologia se recusou a gerar imagens de campanha de Lula (PT), mas desenvolveu montagens que citavam Flávio Bolsonaro (PL). Os dois concorrem à Presidência da República nas Eleições 2026.

O problema na ferramenta foi denunciado por diversos usuários nas redes sociais. Testes feitos pelo Diário do Nordeste também obtiveram o mesmo resultado, assim como mostraram que o nome 'Bolsonaro' levava a outra recusa da plataforma. 

Segundo imagens divulgadas nas redes sociais, o comportamento da inteligência artificial seguiu ao longo de toda a manhã desta quarta (14). 

O comando "Crie uma imagem em verde amarelo escrita 'Flávio 22 presidente'", por exemplo, foi um dos que resultou em uma arte de apoio ao candidato do PL. Enquanto isso, os termos 'Lula 13 presidente', 'Lula' ou 'Luiz Inácio' estiveram entre os barrados. 

Questionada sobre a divergência dentro do WhatsApp, a ferramenta reconheceu que os pedidos são do mesmo tipo e, portanto, "deveriam ser tratados da mesma forma".

"O que aconteceu foi que o gerador de imagens bloqueou o pedido com "Lula 13" no filtro automático de segurança, e liberou o do "Flávio 22". Não é uma regra para favorecer um lado, é uma falha inconsistente do filtro", alegou a ferramenta.

Ação do PT contra a Meta

Com a repercussão do caso, a campanha do presidente Lula (PT) apresentou nova petição ao Tribunal Superior Eleitoral contra a Meta, acusando a bigtech norte-americana de tentativa de interferência na disputa eleitoral brasileira. 

Em trecho da ação, o partido cita que a ferramenta da empresa teria agido com "seletividade" a favor de Flávio Bolsonaro.

Nos últimos dias, inclusive, apoiadores do presidente Lula já haviam comunicado uma série de reclamações sobre as redes sociais comandadas pela Meta no Brasil. Diversos relatos apontaram banimentos, restrições e queda no alcance de conteúdos relacionados ao campo da esquerda no país.

Em nota oficial desta quarta (14), a Meta respondeu que a medida visa cumprir as regras em vigência no Brasil. 

"Em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. s candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens", declarou a empresa, completando que tomou "medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens".

Já o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em resposta ao portal BBC News Brasil, apontou que "não se manifesta sobre casos concretos, que podem vir a ser objeto de questionamentos na Justiça Eleitoral".

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