TRE-BA revoga prisão em flagrante de secretário de Salvador após fim das Eleições 2026

Ordem foi expedida após denúncias sobre redução da frota de ônibus na capital baiana.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
26 de Outubro de 2026 - 14:30
capa da noticia
Legenda: Pablo Souza é o secretário municipal de Mobilidade de Salvador, na Bahia.
Foto: Valter Pontes/Secom-BA.

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) revogou nesta segunda-feira (26) a ordem de prisão em flagrante contra Pablo Souza, secretário municipal de Mobilidade de Salvador, na Bahia. A decisão foi tomada após o encerramento do 2º turno das Eleições 2026, realizado no último domingo (25), quando a Justiça Eleitoral determinou a prisão por suspeita de irregularidades na operação dos ônibus da capital baiana.

A ordem havia sido expedida pelo presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, após denúncias de que a circulação do transporte coletivo teria sido reduzida na cidade durante a votação. 

A Justiça determinou o restabelecimento de 100% da frota, com operação equivalente à de dias úteis e gratuidade das passagens.

O magistrado apontou, por meio da revogação, que a prisão tinha como finalidade garantir a normalização imediata do serviço durante o período de votação. Com o fim desse prazo, a manutenção da ordem perderia a finalidade e poderia assumir caráter punitivo, segundo a decisão.

O secretário estava em Paris, na França, em uma agenda oficial, e não chegou a ser preso. A defesa contestou a existência de crime e apresentou recurso contra a medida.

Investigação sobre frota de ônibus continua

Apesar da revogação da ordem de prisão, o TRE-BA determinou que o caso seja investigado pela Polícia Federal e pela Procuradoria Regional Eleitoral. 

A apuração tem o objetivo de esclarecer quem orientou a redução da frota, como as decisões foram transmitidas entre a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e as empresas concessionárias e quais foram os efeitos da situação sobre o deslocamento dos eleitores.

O tribunal também determinou que a Prefeitura de Salvador, a Semob e as empresas responsáveis pelo transporte coletivo preservem e apresentem, em até 48 horas, documentos sobre a operação dos ônibus no domingo (25).

A investigação foi motivada por denúncias de que mais da metade dos ônibus teria deixado de circular em determinados momentos da votação. Vídeos, fotografias e informações coletadas durante diligências foram citados no processo para fundamentar a necessidade de apuração.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), afirmou que a saída de parte dos ônibus das garagens foi atrasada pela necessidade de retirar adesivos de propaganda eleitoral colados nos veículos. Segundo a administração municipal, a medida buscava evitar irregularidades eleitorais.

Newsletter

Escolha suas newsletters favoritas e mantenha-se informado

Colunistas

Edição do Dia