O senador Flávio Bolsonaro (PL) ficará pela primeira vez, desde 2003, sem cargo público, após a derrota na eleição presidencial de 2026. Com isso, ele também não terá mais foro privilegiado.
O parlamentar foi eleito pela primeira vez aos 21 anos, em 2002, quando venceu como deputado estadual pelo Rio de Janeiro. O início deste mandato se deu no começo de 2003. Já o atual mandato no Senado terminará no final de janeiro de 2027.
No resultado final do 2º turno, Flávio Bolsonaro ficou mais de 4,4 milhões de votos atrás do presidente reeleito Lula (PT). O petista conseguiu 51,79% dos votos, enquanto o senador teve 48,21%.
A derrota na disputa pela Presidência da República foi a segunda da trajetória política do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em 2020, como candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, ficou em quarto lugar no 1º turno, com 14% dos votos.
Desde a primeira eleição como deputado estadual em 2002, Flávio Bolsonaro venceu outras três vezes no mesmo cargo e, em 2018, foi eleito senador.
Investigações no STF
A perda do foro privilegiado significa, na prática, que Flávio Bolsonaro voltará a poder ser investigado pela justiça comum. No entanto, os crimes pelos quais ele já é investigado seguem no Supremo Tribunal Federal.
O senador tem duas investigações em curso no STF, sendo a primeira em relação ao pagamento de R$ 134 milhões que teria sido feito por Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse" e a segunda sobre as relações de Flávio com o advogado Willer Tomaz, acusado de lavagem de dinheiro.