'Temos uma coisa em comum': Lula envia carta a evangélicos antes do segundo turno

Presidente cita fim da escala 6x1, combate às apostas online e proteção das famílias em mensagem divulgada na reta final da campanha eleitoral.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
14 de Outubro de 2026 - 18:24
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Legenda: Lula tenta aproximação com grupo mais resistente.
Foto: Reprodução/Redes Sociais.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escreveu uma carta às famílias evangélicas brasileiras em busca de aproximação com o segmento religioso a 12 dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. 

No documento, o candidato à reeleição destaca valores familiares, defende o fim da escala de trabalho 6x1 e promete combater as apostas online, conhecidas como bets.

“Não sou evangélico, mas tenho total respeito por quem é, assim como tenho por todas as religiões e profissões de fé. Temos uma coisa em comum: o compromisso de cuidar das famílias brasileiras”, escreveu o presidente.

A mensagem foi divulgada nesta quarta-feira (14) pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, movimento responsável por levar o texto ao público religioso. A carta também aborda segurança pública, combate à violência, saúde e aumento da renda. 

Esta não é a única estratégia de Lula de tentar aproximação com o eleitorado cristão na reta final do segundo turno das eleições de 2026. No vídeo abaixo, o vice-presidente Geraldo Alckmin e Jorge Messias, advogado-geral da União, publicaram mensagem ao público. 

Lula associa fim da escala 6x1 à participação em cultos

Entre os principais pontos da carta, Lula defende a ampliação do descanso semanal dos trabalhadores. O presidente argumenta ser necessário garantir dois dias de folga para permitir mais tempo com a família, momentos de lazer e participação em atividades religiosas.

As pessoas precisam de mais tempo para descansar, ter lazer e estar em casa com os seus, fortalecendo os vínculos familiares. Para o povo evangélico, isso garante, inclusive, mais tempo para estar na igreja em comunhão com os irmãos e em adoração
Lula
candidato à reeleição em carta

O presidente também relaciona a proteção das famílias ao combate às plataformas de apostas online. Na carta, afirma haver impactos negativos das bets sobre os lares brasileiros e apresenta o enfrentamento ao setor como parte dos compromissos de sua gestão.

Presidente cita fé e trajetória familiar

Ao longo do documento, Lula recorre a referências bíblicas e à própria história de vida para estabelecer pontos de aproximação com os evangélicos. O presidente relembra as dificuldades enfrentadas pela mãe, Dona Lindu, na criação dos filhos e associa sua trajetória política à defesa das famílias brasileiras.

“Tenho absoluta certeza de que, se não fosse a boa mão de Deus, eu nem teria saído vivo das várias batalhas que enfrentei”, declarou.

Embora reconheça não pertencer à religião evangélica, Lula afirma respeitar todas as crenças e profissões de fé. O petista também diz ouvir reivindicações do segmento por mudanças, segurança e melhores condições de vida.

Na área da segurança pública, o presidente cita a proteção de mulheres, crianças e adolescentes e o combate ao crime organizado com uso de inteligência. Também menciona compromissos com a melhoria da saúde pública, o aumento real da renda e a preservação ambiental.

Lula pede discernimento antes da escolha eleitoral

Na parte final da carta, o presidente pede aos eleitores evangélicos uma reflexão sobre o voto no segundo turno. A mensagem não cita nominalmente o adversário Flávio Bolsonaro (PL).

“Sei que, nas famílias evangélicas, tudo se decide em oração. Por isso, conclamo vocês a pedirem discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição”, escreveu.

A iniciativa integra as ações da campanha petista voltadas à aproximação com diferentes grupos religiosos. Além da carta, a campanha lançou o canal de WhatsApp “Cristãos com Lula 13”, com a proposta de divulgar compromissos relacionados às crianças, aos adolescentes e às famílias.

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), católico, e o ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, evangélico, participaram da divulgação da iniciativa em vídeo nas redes sociais.

A estratégia ocorre na reta final da disputa presidencial, com a campanha de Lula buscando ampliar o diálogo com o eleitorado cristão antes da votação de 25 de outubro.

 

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