Ministro do TSE barra candidatura de Deltan ao Senado na véspera da eleição

Decisão ainda vai ao plenário da Corte.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
04 de Outubro de 2026 - 08:29
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Legenda: Antigo procurador do MPF era considerado inelegível desde 2023.
Foto: Agência Brasil.

A candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado Federal pelo Paraná foi indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesse sábado (3), véspera do primeiro turno das Eleições 2026. 

Como as urnas já estão lacradas, o nome dele ainda aparecerá, mas, conforme a decisão, os votos dados à chapa serão anulados. O caso ainda vai ao plenário da Corte. As informações são dos portais g1 e Uol. 

Em nota, Deltan Dallagnol apontou que a decisão é "a maior violência eleitoral da história do Brasil" e acrescentou que os advogados dele estão atuando para revertê-la.

Por que a candidatura de Deltan Dallagnol foi indeferida?

A determinação monocrática, proferida pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, atendeu a um recurso da Federação Brasil da Esperança (formada pelos partidos PT, PCdoB, PSOL e Unidade Popular), que recorreu ao TSE após o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) validar o registro de candidatura do político, que foi considerado inelegível pelo TSE em 2023. 

Na época, a Corte Superior concluiu que o então deputado federal fez uma tentativa de escapar de uma possível punição de inelegibilidade, pela Lei da Ficha Limpa, ao deixar o cargo de procurador do Ministério Público Federal (MPF) enquanto ainda respondia procedimentos disciplinares.

"Por tudo que se tem nos autos, o quadro de 2023 se mantém: a exoneração tida como fraudulenta atingiu o seu objetivo, ocasionando a extinção anômala dos feitos", disse Floriano na decisão desse sábado.

Ele ainda ressaltou que o TRE-PR não poderia reinterpretar ou reverter um entendimento do TSE. 

Antes da nova determinação, o mesmo magistrado já havia suspendido a campanha ao Senado de Dallagnol, o proibindo, desde 19 de setembro, de realizar atos públicos, veicular propaganda em rádio e TV, além de receber recursos públicos do Fundo Partidário ou do Fundo Eleitoral. 

Na ocasião, a decisão vetou o antigo procurador de usar recursos dos fundos que já tinham sido repassados. No período, o TSE manteve a decisão por 5 votos a 2. 

Segundo a última pesquisa Quaest, divulgada nesse sábado, Dallagnol estava tecnicamente empatado com o candidato Alexandre Curi (Republicanos), com 21% dos votos, atrás somente de Filipe Barros (PL), com 25%. 

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