Em ato na Messejana, Leo Suricate diz que 'favela e classe média' estão nas ruas em apoio a Lula

O parlamentar eleito esteve no Planalto Airton Senna, no José Walter, no Conjunto Esperança, no Conjunto Ceará e no Centro de Fortaleza ao longo da semana.

Escrito por Ingrid Campos e Bruno Leite
16 de Outubro de 2026 - 19:30 (Atualizado às 20:32)
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Legenda: Léo Suricate liderou o ato pró-Lula no bairro Messejana, em Fortaleza, nesta sexta (16).
Foto: Kid Júnior.

Deputado estadual eleito, Leo Suricate (Psol) liderou, nesta sexta-feira (16), uma manifestação no bairro Messejana, em Fortaleza, pela reeleição do presidente Lula (PT) em segundo turno. No local, o político ressaltou a pluralidade etária, de classe e geográfica do movimento “baile do Lula”, mobilizado por ele, e se colocou como um dos “porta-vozes” do petista na cidade. 

“As cidades estão sendo tomadas pelo povo, e o chamado é pela internet. Aqui você vê que tem a juventude, tem ‘coroa’, tem ‘pivete’, tem ‘novinha’, está todo mundo na rua. É a favela e a classe média se encontrando, algo que há muito tempo não se via dentro de Fortaleza – a última vez que vi isso foi o Lula quem fez. A cidade está na rua porque é o Lula quem está chamando”, disse. 

O ato desta sexta-feira ocorreu na praça da Igreja Matriz de Messejana, como uma plenária de organização e estratégia de militantes pró-Lula. Já com o "baile do Lula", o parlamentar eleito esteve no Planalto Airton Senna, no José Walter, no Conjunto Esperança, no Conjunto Ceará e no Centro de Fortaleza ao longo da semana.

“A Messejana é um dos bairros que estão com maior abstenção no primeiro turno. Então, (devemos) chamar o povo daqui, dizer que para votar agora é rápido, é apenas um voto para presidente, é 13 Lula. O povo tá vindo para a rua, e eu acho que isso é um chamado da população, um clamor para a gente conseguir ter um projeto popular que nos caiba”, complementou Leo Suricate. 

Um dos eixos da estratégia lulista para o segundo turno é atrair eleitores que se abstiveram no primeiro turno de 2026 e também aqueles que, por qualquer motivo, anularam o voto ou votaram em branco. 

Para isso, a equipe do presidente tem reforçado a presença nas redes sociais, apelado para pautas populares e segmentado o discurso. A mobilização do político do Psol também passa por esses pilares, sobretudo na estratégia digital. 

“Dá para ver que é o povo, a cara de povo, são os moradores do bairro que saem, tudo mobilizado pela internet, pelo grupo de WhatsApp, pelo Instagram, pelo Twitter, em todo canto que a gente está. A gente passa uma mensagem coordenada para todo mundo e as pessoas reproduzem e vêm”, explicou.

Diante de problemas de alcance online devido a limitações observadas por plataformas como a Meta, o novo deputado afirma que tem tentado driblar o algoritmo para entregar as mensagens necessárias à reeleição de Lula.   

“Eu digo para todo mundo colocar #pátria, #brasil, porque essas são as hashtags que os caras (bolsonaristas) usam. Lógico que tem perfis que são mapeados que a Meta limita, como o (deputado André) Janones, ou como aconteceu com o (José) Guimarães, que foi processado no TSE a pedido do Flávio Bolsonaro para tirar publicação”, observou.

Para ele, o fato de o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ter um alcance maior nas redes que figuras como o jogador Cristiano Ronaldo e a cantora Beyoncé indica como há interferência indevida nessa eleição. “Mas o povo está indo pra rua, a gente se encontra na internet, mas quando a gente se encontra na rua, a gente tem contato e isso fura a bolha. A gente vai conversando com as pessoas e vai criando mecanismos de hackear esse sistema que eles criaram”, concluiu.

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