Deputada eleita Ana Elisa recebe ameaças de morte e estupro de supremacista branco

A equipe da deputada eleita informou já ter adotado providências.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
08 de Outubro de 2026 - 07:37 (Atualizado às 07:41)
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Legenda: A jovem recebeu as ameaças no dia 5 de setembro, durante a campanha eleitoral.
Foto: Reprodução Instagram /@anaelisast.

A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), de 21 anos, denunciou à Polícia Civil ameaças de morte e estupro recebidas por e-mail, além de ataques racistas, recebidos durante a campanha eleitoral.

Segundo o portal g1, a jovem recebeu as ameaças no dia 5 de setembro, e o destinatário se identificou como "integrante de um grupo supremacista branco".

"Nós não apenas toleramos mulheres pretas que acham que podem representar 'o povo' vestindo aqueles ternos ridículos e falando em tom alto sobre justiça social. Nós os desprezamos. E especificamente, nós desprezamos você", diz um trecho da mensagem divulgada por Ana Elisa. 

O autor também fez ameaças de morte e de violência sexual contra ela. "Estou escrevendo isso porque decidi que você merece o fim mais humilhante da sua carreira política antes de eu pôr um fim na sua miserável vida inteira."

Destinatário se identificou como
Legenda: Destinatário se identificou como "integrante de um grupo supremacista branco".
Foto: Reprodução Redes Sociais.

Providências judiciais

Por nota, a equipe da deputada eleita informou já ter adotado providências policiais e judiciais, inclusive para a identificação da autoria das ameaças. 

"A internet não é território de impunidade. Registros técnicos podem permitir a identificação de quem utiliza o anonimato para ameaçar, perseguir ou intimidar. Esta candidatura não aceitará que racismo, ameaça, violência sexual ou violência política de gênero sejam tratados como parte normal da vida pública. A tentativa de intimidar uma mulher negra para afastá-la da disputa política será respondida com denúncia, investigação e responsabilização", diz o comunicado. 

Ao g1, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o caso é investigado e que mais informações serão repassadas em momento oportuno.

 

 

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