Ciro retoma promessa de campanhas presidenciais e diz que vai tirar cearenses do SPC se eleito

Candidato ao Governo do Ceará, tucano participou de caminhada no Planalto Ayrton Senna na manhã desta quinta-feira (3).

Escrito por Bruno Leite bruno.leite@svm.com.br
03 de Setembro de 2026 - 13:12
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Legenda: Ciro falou das suas propostas para inclusão social, denúncias contra facções criminosas e estratégias da chapa majoritária aliada.
Foto: Thiago Gadelha.

O candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), falou nesta quinta-feira (3) que pretende tirar cearenses do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) caso seja eleito. A proposta do tucano, informada à imprensa durante uma caminhada no bairro Planalto Ayrton Senna, em Fortaleza, remonta a uma das bandeiras de campanha dele à Presidência da República nas eleições de 2018 e 2022, quando concorreu pelo PDT.

Está no programa um esforço para tirar mais da metade da população do Ceará que está hoje no SPC, restaurando seu crédito, que é um caminho de restaurar a capacidade de empreender.
Ciro Gomes
Candidato ao Governo do Ceará

A declaração de Ciro foi feita no contexto dos seus planos para promover a inclusão social num eventual retorno à chefia do Executivo do Ceará, cargo que ocupou entre 1991 e 1994. O candidato a vice-governador Roberto Cláudio (União) e o ex-prefeito de Fortaleza, José Sarto (PSDB), acompanharam-no durante a agenda.

O político não detalhou como pretende executar esse compromisso. Em 2018, quando tentou se eleger para o Palácio do Planalto, peças de campanha explicitavam que a ideia era que o Estado negociasse diretamente com credores para diminuir o total das dívidas de pessoas físicas e empresas. 

No pleito de 2022, a incorporação da proposta pelo então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu plano de governo foi uma das condições apresentadas pelo PDT para apoiar o petista no segundo turno na disputa — a ideia foi o embrião do atual programa Desenrola Brasil, do governo federal.

Ameaças em Itapipoca denunciadas ao MP

Durante a agenda, o candidato comentou sobre uma denúncia envolvendo uma ameaça feita contra sua campanha em Itapipoca, onde um muro foi pichado com os dizeres "proibido fazer campanha do Ciro na Itapipoca". A mensagem teria sido escrita pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo inscrição no mesmo local.

O caso foi levado ao Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) por meio de notícia-crime apresentada nesta quarta-feira (2). Ao falar sobre o assunto, Ciro criticou a atuação do Poder Público no combate a grupos criminosos no Estado. 

"Não estou acreditando muito nessas coisas, porque se eles quisessem mesmo resolver o problema, não tinham deixado o problema avançar como avançou a ponto de dominar 80%, 90% do território do Ceará. Isso não é, senão, com a omissão do governo, a conivência do governo com pessoas da política", frisou.

Ciro participou de caminhada no bairro Planalto Ayrton Senna, em Fortaleza.
Legenda: Ciro participou de caminhada no bairro Planalto Ayrton Senna, em Fortaleza.
Foto: Thiago Gadelha.

Estratégias para o Senado

O candidato ainda explicou como sua campanha e as dos aliados que são postulantes ao Senado Federal, Alcides Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União), estão tocando a estratégia para marcar presença em diferentes locais no decorrer da corrida eleitoral.  

"Nós às vezes estamos juntos, às vezes estamos separados. Ontem, por exemplo, parte da agenda foi feita todo mundo junto, nós fomos juntos para Potengi e à noite já separamos, eu e o Wagner fomos para Icapuí e Aracati, e o e Alcides veio para Fortaleza", pontuou.

Por fim, ele comparou a tática do grupo com o foquismo, uma teoria revolucionária da década de 1960 inspirada na Revolução Cubana, que defendia a criação de pequenos grupos armados em zonas rurais para iniciar revoluções socialistas. "O André Fernandes está arrastando multidões também, porque é o 'multifoquismo'", concluiu.

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