Torre comercial BS Steel terá VGV de até R$ 800 milhões, diz Beto Studart no DN Business

Empreendimento será o primeiro a contar com estrutura totalmente de aço no Ceará, segundo o empresário.

11 de Agosto de 2026 - 06:00
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Legenda: Beto Studart é o presidente da BSPAR, responsável pelo BS Steel.
Foto: Thiago Gadelha.

O edifício comercial BS Steel, em Fortaleza, terá custo de obra de R$ 400 milhões e deve gerar cerca de R$ 800 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV). Os números são do presidente do Grupo BSPAR, Beto Studart, que participou do DN Business na manhã desta segunda-feira (10), no BS Design.

Segundo ele, o empreendimento será o maior edifício comercial do Ceará construído inteiramente em estrutura de aço. As obras começaram em junho deste ano.

"O BS Steel é um grande projeto, um projeto nacional. Vamos celebrar com a Universidade Federal do Ceará (UFC) um convênio pelo qual cederemos à universidade tudo o que aprendemos nesses últimos três anos de pesquisa e de aconselhamento com especialistas em aço", afirmou.

Foto da maquete o edifício BS Steel, cujas obras de construção foram iniciadas e estarão concluídas em três anos e meio
Legenda: Foto da maquete o edifício BS Steel, cujas obras de construção foram iniciadas e estarão concluídas em três anos e meio
Foto: Divulgação

O empreendimento deve entrar em funcionamento no fim de 2029. Localizado na Praça BS, na Aldeota, o BS Steel terá 56 mil metros quadrados (m²) de área construída, distribuídos em 30 andares, entre eles seis subsolos de garagem, com 667 vagas, e três andares destinados a lojas e restaurantes.

A torre terá 139 metros de altura, 17 elevadores, dos quais 11 exclusivos da parte corporativa, e heliponto homologado para pousos e decolagens de helicópteros bimotores.

DN Business debate desafios e caminhos da economia e já abre lista de espera para a 2ª edição

A primeira edição do DN Business reuniu quatro economistas de referência do País para debater a economia brasileira, com recortes para o Nordeste e para o Ceará.

Diante de um grupo seleto de 250 participantes, apresentaram suas análises o economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale; a ex-secretária do Tesouro Nacional Ana Paula Vescovi; o superintendente de Pesquisa Macroeconômica do Itaú Unibanco, Fernando M. Gonçalves; e o economista, professor e escritor Eduardo Giannetti.

Entre os temas estiveram o ajuste das contas públicas, a reforma tributária, o ambiente de investimentos, a dinâmica do petróleo e os juros, discutidos pelos desafios e pelas oportunidades que apresentam.

Membros do conselho de administração do GEQ, Felipe Queiroz Rocha (à esquerda) e Vitor Frota (à direita) estiveram no DN Business e avaliaram a importância dos debates para a economia cearense.
Legenda: Membros do conselho de administração do GEQ, Felipe Queiroz Rocha (à esquerda) e Vitor Frota (à direita) estiveram no DN Business e avaliaram a importância dos debates para a economia cearense.
Foto: Thiago Gadelha.

Para o membro do conselho de administração do Grupo Edson Queiroz (GEQ), Felipe Queiroz Rocha, a discussão sobre a reforma dos gastos públicos foi importante por aproximar o tema da realidade da população.

"Não se vê só o lado negativo, vê-se o lado positivo também, com as oportunidades que há principalmente aqui no Ceará e no Nordeste. Foi muito ressaltada a questão das energias renováveis e do turismo, e acho que o Ceará está muito bem posicionado nesse sentido", disse.

Também membro do conselho de administração do GEQ, Vitor Frota destaca a pluralidade de visões dos especialistas.

"Pudemos escutar quatro visões diferentes que, no fundo, compartilham do mesmo dever de casa que precisamos fazer. É importante que todos nós, empresários, tenhamos a visão do caminho a ser percorrido para a prosperidade", avaliou. 

O CEO do GEQ, Carlos Rotella, também avalia que o resultado da primeira edição abre espaço para a  2ª, que já tem lista de espera no site do evento.

"Tendemos a ganhar robustez e aprender com esse formato, com maior profundidade e abrangência. A ideia é crescer em número de espectadores e em relevância, para que a marca ganhe notoriedade. Precisa ser divulgado no Brasil, para que as pessoas observem o potencial da região", observou Rotella.

O diretor superintendente do Sistema Verdes Mares (SVM), Ruy do Ceará Filho, acrescenta que o DN Business foi concebido para dialogar com o empresariado e com os executivos que atuam na economia do Estado e da região, e que os temas da segunda edição já estão em discussão, a partir das prioridades da pauta econômica e dos nomes de referência para abordá-las.

"A partir do momento em que temos a oportunidade de trazer um evento para cá e, mais do que isso, de fomentar esse debate no nosso jornalismo antes e depois do encontro, entendo que estamos criando um grupo de pessoas que fazem a diferença na economia do Estado e da região. Nos próximos passos, continuaremos debatendo temas que vão nos ajudar a ter informação para tomar decisões mais estratégicas e mais acertadas, e ter isso como vantagem competitiva", afirmou.

DN Business aproxima diagnóstico dos analistas e leitura do empresariado

Primeira edição do DN Business reuniu nomes importantes da cultura brasileira.
Legenda: Primeira edição do DN Business reuniu nomes importantes da cultura brasileira.
Foto: Thiago Gadelha.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, um espaço de discussão econômica, como o DN Business, é condição para que o País construa soluções.

"O Brasil é o rei em resolver as coisas da noite para o dia, mas o que precisamos é discutir o que temos de fazer ou de parar de fazer. É mais ou menos o que o asiático faz: tudo é pensado, tudo tem tempo. Aqui não, precisamos resolver tudo ao mesmo tempo", analisou.

Na mesma direção, o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Amilcar Silveira, aponta o encontro como oportunidade de amadurecer novas ideias de negócio.

Já para o presidente do Grupo BSPAR, Beto Studart, o valor está no encontro entre a leitura dos analistas e a experiência de quem opera no mercado.

"São pessoas nobres que nos explicam a situação brasileira e apresentam suas visões. Houve uma convergência entre o que estamos sentindo e vivenciando e o que eles estão analisando e endereçando como soluções", enfatizou.

 

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