Em Fortaleza, cerca de 90% das escolas da rede municipal estão prontas para a retomada das aulas

De acordo com a secretária municipal de Educação, todas as escolas já iniciaram as intervenções na infraestrutura para se adequarem aos protocolos sanitários

Embora continue sem data prevista para o retorno às aulas presenciais, a rede municipal de ensino de Fortaleza já tem cerca de 90% de suas escolas preparadas para receberem alunos e professores. De acordo com a secretária municipal da Educação, Dalila Saldanha, todas as unidades já iniciaram algum tipo de intervenção, e poucas ainda não concluíram o processo.

“As intervenções nas escolas ficam como investimento. A gente vai aumentar o número de lavatórios, as áreas vão ficar mais arejadas, e tudo isso vai contribuir para a estrutura física, de adequações mais confortáveis, e com certeza a gente tem aí um legado na questão da saúde, de contribuir com a prevenção das condições de saúde dos nossos estudantes”, avalia a gestora. 

As adequações estruturais, junto à aquisição de equipamentos de proteção individuais (EPIs) para professores e alunos, além de materiais pedagógicos, representam um custo de cerca de R$ 27 milhões. Deste total, 7 milhões serão fornecidos pelo Governo Federal, e o restante vem do tesouro municipal. 

“Esses recursos já foram aplicados, oriundos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), e também do programa municipal de recurso direto na escola. Esses recursos já estão sendo repassados às escolas, já foram duas parcelas neste ano, e ainda tem uma terceira para repassar”, explica Dalila Saldanha. 

A secretária detalha que a gestão municipal já contava com uma reserva de recursos de R$ 16 milhões, que estão sendo destinados à adequação da rede ao retorno e para atender todas as necessidades das escolas, seja em relação aos materiais pedagógicos, como também aos materiais de higiene e demais protocolos sanitários – para desinfectar equipamentos e ambientes, por exemplo – e toda a parte de EPIs para profissionais e estudantes. 

Protocolos pedagógicos

Saldanha destaca, ainda, a necessidade de outros insumos, como álcool em gel e álcool líquido. “Também tem as garrafinhas squeeze para os estudantes, que cada um vai ter a sua. Os termômetros, tudo isso está sendo adquirido de forma centralizada pela Secretaria, que está em fase de contratação ou de licitação. Esse conjunto de compras centralizadas deve necessitar da ordem de R$ 11 milhões, até o final do ano. Caso a gente retorne esse ano, tem a previsão de estimativa para essas aquisições”, diz. 

Sobre o retorno das aulas presenciais, a titular da Secretaria Municipal da Educação de Fortaleza (SME) afirma que “continuam dialogando”, seguindo protocolos pedagógicos da Secretaria Estadual da Educação (Seduc), junto à União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). 

“A gente tem um plano num estágio bem avançado. Quando for definido o retorno da rede municipal, nós convocaremos o comitê municipal, constituído também pela categoria que representa os professores, além de gestores, pais de alunos, Câmara Municipal, para que a gente possa discutir juntos as estratégias de retorno seguindo os protocolos sanitários e pedagógicos”, garante. 

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