Justiça dos EUA suspende compra da Warner Bros. pela Paramount

Autoridades argumentam que a fusão representaria um risco para a livre concorrência e para os consumidores.

Escrito por Diário do Nordeste/AFP producaodiario@svm.com.br
20 de Julho de 2026 - 16:18
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Legenda: A ação pede ainda que a Paramount e a Warner não concluam a transação até o caso seja resolvido na Justiça.
Foto: Shutterstock/Blossom Stock Studio.

A Justiça da Califórnia ordenou, nesta segunda-feira (20), a suspensão da compra da Warner Bros. Discovery pela concorrente Paramount Skydance.

A decisão respondeu a um pedido de urgência. Ao todo, 12 estados norte-americanos contestam judicialmente a aquisição, que avalia a WBD em US$ 110 bilhões (R$ 563 bilhões, na cotação atual), incluindo dívidas.

As autoridades argumentam que a fusão das duas empresas representaria um risco para a livre concorrência e para os consumidores.

Entenda o caso

Na última semana, uma ação judicial contra a aquisição da Warner Bros. Discovery (WBD) pela Paramount Skydance foi encabeçada por 12 estados norte-americanos.

A demanda, apresentada a um tribunal federal do norte da Califórnia, representa um desafio direto ao Departamento de Justiça do governo do presidente Donald Trump, que aprovou a fusão no mês passado, sem exigir mudanças.

Segundo o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, um dos líderes à frente da ação, a fusão de duas das cinco principais distribuidoras de cinema de Hollywood resultaria em "preços mais altos, menor qualidade e menos conteúdo" para o público.

"A Califórnia e nossos irmãos estão lutando por mercados livres e justos, não por mercados manipulados", alegou Bonta.

Além da Califórnia, juntaram-se à ação os estados de Arizona, Colorado, Connecticut, Massachusetts, Minnesota, Nevada, Nova Jersey, Novo México, Nova York, Oregon e Washington.

O que diz a ação

Na ação, os representantes afirmam que o acordo viola a Lei Clayton, a legislação federal que proíbe fusões com probabilidade de reduzir substancialmente a concorrência.

O documento ainda prevê que, com a fusão, a empresa controlaria aproximadamente 27% da distribuição de filmes de estreia em salas de cinema e cerca de 27% da concessão de licenças de canais básicos de TV a cabo.

A ação pede ainda que a Paramount e a Warner não concluam a transação até o caso seja resolvido na Justiça. Uma ordem de restrição temporária será solicitada caso elas se recusem.

Em junho, a Paramount conseguiu a aprovação por parte das autoridades federais de defesa da concorrência.

Se a aquisição for concluída, a nova empresa controlará uma ampla carteira de ativos, entre eles a CNN, a Warner Bros Pictures e o serviço de streaming HBO Max.

Centenas de atores e diretores, incluindo Pedro Pascal, assinaram uma carta contra a fusão, por considerá‑la prejudicial à produção em um setor já abalado por anos de cortes.

A Comissão Europeia, o órgão de controle da concorrência da União Europeia, estabeleceu o prazo de 22 de julho para decidir sobre a aquisição.

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