A Secretaria Municipal da Infraestrutura (Seinf) retomou, nesta quinta-feira (10), a demolição da estrutura do antigo Mucuripe Club, na Avenida Presidente Castelo Branco, no Centro. A nova sede da Câmara Municipal de Fortaleza será construída no local.
A demolição havia sido embargada no último dia 3 de setembro, quando a Superintendência do Patrimônio da União no Ceará (SPU-CE) apontou que a decisão buscava proteger a área pertencente à União e após a identificação de inconsistências dos cadastros do imóvel junto ao órgão federal.
Em nota, nesta quinta-feira (10), a Câmara Municipal de Fortaleza informou que o desembargo foi concedido pela SPU-CE na última quarta-feira (9).
A retomada, confirmou o órgão, ocorre após os proprietários anteriores "sanarem inconsistências cadastrais relacionadas às matrículas do imóvel junto à União, culminando na autorização para o seguimento das intervenções".
O superintendente do Patrimônio da União no Ceará, Fábio Galvão, informou quais pendências precisavam ser resolvidas para a retomada da demolição. Entre elas, estavam as seguintes:
- Necessidade de comprovação do pagamento dos foros anuais — taxa paga à União pelo uso de um terreno de marinha;
- Ausência de comprovações georreferenciadas das ocupações referentes aos quatro Registros de Imóveis Patrimoniais (RIPs) que abrangem o perímetro.
Início da demolição
O embargo foi confirmado alguns dias após o início da demolição. O local abrigava o Mucuripe Moda Center desde 2015, encerrando as atividades em 2025. Além disso, o espaço também havia sido a sede do Mucuripe Club por cerca de 17 anos.
Em janeiro deste ano, a Câmara Municipal de Fortaleza ressaltou que a mudança de endereço, com a saída da Casa do bairro Luciano Cavalcante, faz parte de uma estratégia de revitalização da região central da cidade. Para isso, foi realizada uma permuta entre o prédio da atual sede da CMFor e o antigo clube.
Diante do embargo da demolição, a Câmara explicou que foi surpreendida pela decisão. Segundo a entidade, as matrículas do terreno foram analisadas "minuciosamente", mediante consulta à União por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).