Fortaleza faz busca ativa de mulheres para tentar zerar fila de mamografias

Mês de outubro é conhecido pela conscientização internacional sobre o câncer de mama.

Escrito por Clarice Nascimento clarice.nascimento@svm.com.br
25 de Setembro de 2026 - 11:34
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Legenda: Quem solicita a mamografia a partir de 2026 já está saindo das unidades de saúde com a data do exame agendada, afirma a secretária Riane Azevedo.
Foto: Tainá Cavalcante/Prefeitura de Fortaleza.

A Prefeitura de Fortaleza realiza uma busca ativa das mulheres que ainda aguardam por uma mamografia na rede pública de saúde. A estratégia visa localizar as pacientes e encaminhá-las para a realização do exame, com a meta de zerar a fila, que atualmente reúne cerca de 371 mulheres.

Essa fila já foi bem maior. Entre 2020 e 2025, mais de 42 mil mulheres esperaram pela realização de mamografias na Capital. No mesmo período, mais de 5 mil casos de câncer de mama foram registrados em Fortaleza, conforme dados do Painel Oncologia, do Ministério da Saúde. O exame é uma das principais estratégias para a detecção precoce da doença, quando as chances de tratamento e cura são maiores.

As informações são da secretária de Saúde municipal, Riane Azevedo, e foram concedidas em uma entrevista ao Diário do Nordeste. “Fizemos uma análise numérica para ver como é que a gente poderia fazer esse atendimento nos diversos serviços que a gente tinha, praticamente duplicamos o número de aparelhos, de mamógrafos e inclusive mamógrafo mais moderno”, explica. 

Além dos novos equipamentos, a Pasta passou a entrar em contato com as pacientes da lista por meio dos telefones disponibilizados por elas no cadastro. “Muitas respondiam e uma parte delas simplesmente não tínhamos nenhum contato, e a gente foi então também fazendo contato com os agentes comunitários para que eles localizassem essas pessoas na comunidade”, explica. 

No entanto, algumas mulheres marcavam a mamografia, mas faltavam por algum compromisso de última hora e não conseguiam remarcar, segundo Azevedo. “Não é uma culpa total das pacientes porque às vezes ela não tem um telefone para avisar, ela não tem tempo de ir até o posto para avisar, mas a vaga fica ociosa”, situa. 

1.200
casos de câncer de mama são confirmados em Fortaleza em média por ano, conforme Azevedo.

O incômodo no momento da realização do exame é também uma razão que afasta algumas pacientes. “Às vezes elas não queriam fazer [a mamografia] porque quando você faz o exame, você faz aquele achatamento da mama e elas sentem dor. Então, têm uns aparelhos mais modernos que ele não precisa dessa compressão tão acentuada”, conta. 

“Hoje, estamos utilizando algumas ferramentas como o próprio WhatsApp de fazer essa comunicação e interação onde a gente agenda, ela pode remarcar. E essa vaga que a gente consegue é realmente colocar outras pacientes de última hora, o que foi uma coisa muito boa, porque acabou que a gente conseguiu otimizar o máximo que a gente podia todas as salas de exames que a gente tem”, explica Azevedo. 

A Pasta destaca que é fundamental que as mulheres procurem a unidade de saúde mais próxima e mantenham o cadastro atualizado, para garantir que sejam localizadas e possam realizar o exame.  

Quem solicita o exame a partir de 2026 já está saindo das unidades de saúde com a data do exame agendada. Conforme a SMS, o tempo médio para a realização do exame é de 60 dias. 

Quem deve fazer mamografia 

No ano passado, o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica recomendando o rastreamento mamográfico populacional no Sistema Único de Saúde (SUS) para mulheres na faixa etária entre 50 e 74 anos, a cada dois anos. Anteriormente, a indicação recomendava o rastreamento até 69 anos.

A Pasta destaca que o SUS não restringe o acesso de mulheres com idade entre 40 e 49 anos e acima de 74 anos — sem sinais ou sintomas suspeitos — que desejarem realizar a mamografia de rastreamento por demanda. 

Contudo, essas pacientes devem ser orientadas para o exame por profissionais de saúde sobre os possíveis riscos e benefícios da prática. 

Veja onde fazer a mamografia em Fortaleza

  • Hospital da Mulher;
  • Policlínicas;
  • Santa Casa de Misericórdia;
  • GEEON - Grupo de Educação e Estudos Oncológicos (organização não-governamental);
  • Instituto do Câncer do Ceará (ICC);
  • Instituto de Prevenção do Câncer do Ceará (IPCA)
  • Hospital Geral de Fortaleza (HGF);
  • Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar.

Mais informações Câncer de mama

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