Após cinco meses de atraso, Hospital Nossa Senhora da Conceição é reinaugurado em Fortaleza

Fechada desde março de 2025, a unidade hospitalar teve a reabertura adiada várias vezes.

29 de Junho de 2026 - 12:10 (Atualizado às 12:47)
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Legenda: Hospital no Conjunto Ceará atende boa parte da população da região, como moradores do bairro Granja Lisboa e Granja Portugal.
Foto: Fabiane de Paula.

O Hospital e Maternidade Nossa Senhora da Conceição (HNSC), no bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza, foi entregue nesta segunda-feira (29) um ano e três meses após o fechamento das atividades para reforma. O equipamento iniciará a operação a partir de quinta-feira (2), com escalonamento das atividades. 

A unidade hospitalar passou de 80 para 144 leitos, sendo 10 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O local, que existe há 30 anos, recebia constantes críticas relacionadas a diversos problemas na estrutura, afetando pacientes e acompanhantes.

De perfil secundário, o hospital do Conjunto Ceará estava funcionando, até a interdição em março de 2025, apenas na área de maternidade. Agora, o local contará também com moderno centro de imagem, com serviços como tomografia e ressonância magnética, salas para cirurgias eletivas e serviço de oftalmologia.

Estiveram presentes na reinauguração o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, o governador do Ceará, Elmano de Freitas, o senador Camilo Santana e a secretária da Saúde de Fortaleza, Riane Azevedo. 

Segundo a chefe da Pasta municipal, cerca de 66% do hospital será aberto nesta semana. "Vai ficar somente algumas áreas de internação para abrirmos em agosto. À medida que o hospital for aumentando a demanda, nós vamos abrindo", detalha Azevedo. 

O prédio com cerca de 30 anos quase foi fechado no início de 2025 pelas dificuldades operacionais enfrentadas diante da precariedade da estrutura, que estava funcionando apenas como maternidade. Em março do ano passado, o local foi interditado após avaliação de instalações escassas e insalubres de funcionamento.

Número de leitos do hospital passou de 66 para 144.
Legenda: Número de leitos do hospital passou de 66 para 144.
Foto: Fabiane de Paula/SVM.

As obras da unidade hospitalar já tiveram várias datas de reabertura, mas foram todas adiadas. Durante a interdição, os serviços e profissionais foram remanejados temporariamente para os demais hospitais da Rede Municipal de Saúde. Segundo Evandro, esses funcionários irão retornar às atividades no HSNC. 

“Esse equipamento estava literalmente as paredes caindo e ali foi uma decisão [de fechar o hospital] muito difícil [...] Estamos agora entregando um novo hospital não só para o Conjunto Ceará, mas para a Granja Lisboa, Granja Portugal, para toda a população dessa região”, completa Leitão.

Maternidade reestruturada

Agora, além de atender as áreas de clínica médica (adulto e pediatria), o setor de obstetrícia foi ampliado e modernizado. Em entrevista coletiva, Padilha afirmou que a unidade passa a contar com um Centro de Parto Normal, focado no cuidado para o parto humanizado. “Desde o parto normal até um parto que possa ser complicado, vai poder resolver aqui”, explica.

Serviço de mamografia passará a ser ofertado no Hospital Nossa Senhora da Conceição.
Legenda: Serviço de mamografia passará a ser ofertado no Hospital Nossa Senhora da Conceição.
Foto: Fabiane de Paula.

Além das parturientes, o hospital também oferecerá serviços de saúde integral à mulher, como a mamografia, e serviço de emergência em obstetrícia e ginecologia. Com as novas salas de cirurgia, será possível a realização de procedimentos como mastologia, apendicite, histerectomia e outros.

“É um novo hospital, com serviços que não existiam aqui e de máxima qualidade”, afirma Elmano.

Reforço na rede pública

Hospital do Conjunto Ceará é um dos 10 equipamentos de saúde da rede municipal.
Legenda: Hospital do Conjunto Ceará é um dos 10 equipamentos de saúde da rede municipal.
Foto: Paulo Alberto/SVM

Em outubro de 2025, o secretário municipal da Infraestrutura, André Daher, concedeu uma entrevista ao Diário do Nordeste e revelou que a decisão de reformar toda a edificação “salvou” o equipamento.

“Ele já estava numa degradação sequencial. O final, não fosse a determinação do prefeito de realmente requalificar a unidade toda, era realmente fechar em curtíssimo tempo”, disse à época. Segundo o gestor, a estrutura original não foi pensada para ser um hospital, tendo funcionado como galpão e depois como uma escola. “Além disso, tinha problema de abastecimento. As ligações de água já eram gambiarras que tinham feito para poder não parar o funcionamento”, afirma.

“O banco de sangue daquele hospital já estava a ponto de ser fechado pela vigilância sanitária, porque não tinha condição de continuar funcionando”, complementa.

O projeto de reforma da unidade hospitalar estabeleceu a restauração completa, com troca de revestimentos, piso e cobertura, substituição das instalações elétricas e hidrossanitárias. Conforme a Prefeitura, foi realizada também a adequação de acessibilidade em todos os ambientes internos e externos, incluindo calçadas e acessos ao hospital. Agora, o novo hospital contará com quatro centros cirúrgicos, 112 leitos destinados a internações e 32 de apoio, além de um centro de imagens, que realizará exames de colonoscopia, densitometria, eco/ECG, endoscopia, mamografia, raio-x, ultrassonografia e transfusão, totalizando mais de 6.700m² de área construída.

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