Pai que chutou filha de 3 anos é denunciado após fazer filhos ajoelharem em tampas e grãos

O homem teria obrigado os filhos a permanecer ajoelhados sobre tampinhas de garrafa PET e grãos de pipoca e feijão.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
22 de Julho de 2026 - 19:17
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Legenda: O homem foi preso preventivamente no dia 9 de julho.
Foto: Reprodução.

O pai que chutou a própria filha de três anos em Francisco Beltrão, no interior do Paraná, no início de julho, foi denunciado pelo Ministério Publico por pelos crimes de tortura e lesão corporal qualificada contra os filhos de 3 e 5 anos.

A queixa foi apresentada pelo órgão nesta quarta-feira (22). De acordo com a denúncia, em datas não determinadas dos meses de junho e julho deste ano, na residência da família, o homem teria obrigado os filhos a permanecer ajoelhados sobre tampinhas de garrafa PET e grãos de pipoca e feijão.

O objetivo dele seria “provocar intenso sofrimento físico e mental”, confirma a denúncia.

O MPPR destacou que a prática, além de causar “dor acentuada, possui caráter humilhante e intimidatório, potencializando o sofrimento psíquico das vítimas, especialmente em razão da tenra idade das crianças, que se encontram em fase de desenvolvimento físico e emocional, com reduzida capacidade de compreensão e resistência a esse tipo de violência”.

A entidade argumentou que a situação é agravada pelo fato de os atos terem sido praticados pelo próprio genitor, figura que deveria assegurar proteção e cuidado aos filhos.

O segundo fato denunciado ocorreu por volta do meio-dia de 2 de julho, também na residência da família, quando o acusado teria agredido o filho de 5 anos com um pedaço de madeira, atingindo o rosto da criança e causando lesões corporais registradas em fotografia anexada ao processo.

PRESO APÓS CHUTAR FILHA

O homem foi preso preventivamente no dia 9 de julho. A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) investiga o caso, registrado no dia 5 do mesmo mês.

Um inquérito foi instaurado para apurar a ação, e ele responderá pelo crime de lesão corporal praticada no contexto da violência doméstica e familiar. A identidade dele não foi revelada.

Na denúncia desta quarta, a Promotoria de Justiça também se manifestou pela manutenção da prisão preventiva do acusado, que permanece recolhido na 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão.