Executivo do Banco Genial é alvo de operação contra o crime organizado

Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em sete estados.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
24 de Setembro de 2026 - 07:18
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Legenda: Segundo o MPSP, o grupo investigado teria montado uma estrutura financeira e societária para aquisição da distribuidora Terrana.
Foto: Reprodução MPSP.

O Ministério Público de São Paulo (MPSP), em parceria com a Receita Federal, deflagraram na manhã desta quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto, com o objetivo de investigar um esquema de lavagem de dinheiro de uma organização criminosa ligada ao setor de combustíveis

Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo. 

Segundo o portal g1, entre os alvos estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, executivo do Banco Genial, seus irmãos, André e Bruno Tupinambá, além do empresário Antonio Carlos Freixo Junior, dono da Entre Investimentos.

Freixo assinou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito das investigações sobre o escândalo do Banco Master.

Investigação

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do MPSP,  o grupo investigado teria montado uma estrutura financeira e societária para aquisição da distribuidora Terrana, e ocultar patrimônio por meio de fundos de investimento, empresas de fachada e operações financeiras consideradas atípicas pelo Ministério Público.

Conforme a investigação, essa aquisição ocorreu por intermédio de fundos e empresas criados especificamente para a transação. Segundo o Ministério Público, mais de R$ 120 milhões teriam circulado por diferentes empresas e contas utilizadas como "contas de passagem", com recursos transitando por diversas empresas antes de chegarem à estrutura responsável pela aquisição da Terrana.