Presos por morte de Moïse negam intenção de matar e um fala em golpe 'para extravasar raiva'

A família afirma que o jovem foi ao quiosque Tropicália cobrar uma dívida de R$ 200 por dois dias de trabalho não recebidos

Os três homens presos por envolvimento na morte por espancamento do congolês Moïse Kabagambe negaram à Polícia a intenção de matar o jovem de 24 anos. Aleson Cristiano, que golpeou o africano com um bastão afirmou que o agrediu para "extravasar a raiva alguns dias".

Em depoimento, ele afirmou que o congolês estava bêbado e falando muitos palavrões, ameaçando pessoas há dias. No dia da morte, Aleson disse que Kabamgabe teria tentado pegar uma cerveja sem pagar no quiosque, momento em que foi imobilizado. 

A versão é contestada pela família, que afirma que o jovem foi ao quiosque Tropicália cobrar uma dívida de R$ 200 por dois dias de trabalho não recebidos. Aleson trabalha no quiosque vizinho.

Conforme os autos da oitiva, obtidos pelo g1 pelo RJ2, Aleson pegou um taco de beisebol da mão de um vendedor e usou em Möise, "que ainda estava se debatendo e resistindo a imobilização de outro funcionário de um quiosque vizinho.

O preso, que se entregou na delegacia nessa terça-feira (1º), reconheceu que exagerou nas agressões e pontua que chamou a ambulância para socorrer a vítima. 

Presos 

Fábio Silva, vendedor de caipirinhas, Aleson Cristiano Alves de Oliveira e Brendo Silva tiveram a prisão decretada pela Justiça do Rio para responderem por homicídio duplamente qualificado, impossibilidade de defesa e meio cruel.

Imagens de segurança mostram que houve uma discussão verbal de Moïse com um dos agressores antes da violência física. Em seguida, mais dois homens se aproximam e derrubam o congolês, que fica no chão sendo agredido, sem conseguir mais reagir.