Parlamento da França aprova direito à eutanásia para pacientes com doenças incuráveis

Reforma recebeu 291 votos a favor e 241 contra na Câmara.

Escrito por Redação e AFP
15 de Julho de 2026 - 20:34
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Legenda: A reforma foi defendida pelo presidente francês Emmanuel Macron.
Foto: Shutterstock/Robert Kneschke.

direito à morte assistida ou eutanásia para alguns pacientes com doenças incuráveis foi aprovado pelo Parlamento da França nesta quarta-feira (15).

Essa reforma é defendida pelo presidente Emmanuel Macron, que agradeceu no X aos legisladores por um "debate construtivo e respeitoso".

Esta reforma, que esteve em tramitação por anos, foi aprovada de forma definitiva pela Câmara baixa por 291 votos a favor e 241 contra. No entanto, ela deve passar por mais uma análise. 

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu pediu ao Conselho Constitucional da França, a maior autoridade constitucional do país, a examinar a legislação uma vez aprovada.

Esse órgão, cujas decisões são vinculantes, pode, em casos extremos, declarar inválida toda uma legislação ou expressar reservas sobre parte da mesma.

"Em 2022, me comprometi a abrir este caminho junto com os franceses. Com seriedade, com humildade e respeitando plenamente a nossa democracia, este compromisso foi cumprido", declarou Emmanuel Macron.

Países que autorizam a morte assistida

Assim, se o Conselho Constitucional der seu aval, a França se somará à lista restrita de países que autorizam a morte assistida, como:

  • Bélgica;
  • Países Baixos;
  • Suíça; 
  • Canadá;
  • Uruguai.

Na Assembleia Nacional, a esquerda apoiou a bancada do partido Renascimento, de Macron, e a direita e a extrema direita votaram contra, mas cada grupo deu liberdade de ação para seus membros nesse tema sensível para a sociedade francesa.

Como funcionará na França?

No caso da França, o direito se reserva aos adultos que sofrem de doenças incuráveis, desde que possam expressar a necessidade de forma "livre e informada" e sofram fisicamente.

Essa dor deve ser resistente ao tratamento ou, na opinião do paciente, insuportável, nos casos em que tiver optado por não seguir o procedimento médico ou interrompê-lo.

Um médico ficará encarregado de verificar que o paciente cumpra com os requisitos, antes que um comitê avalie os critérios. Em última instância, o médico toma a decisão e o paciente pode retirar seu consentimento a qualquer momento.

Os próprios pacientes vão administrar a substância letal, exceto no caso daqueles que, por motivos físicos, não possam fazê-lo.

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