Uma força-tarefa internacional ocorre neste domingo (18) para localizar 11 pessoas desaparecidas após o naufrágio de um barco na costa da Baixa Califórnia, na fronteira marítima entre o México e os Estados Unidos.
O incidente, que ocorreu na madrugada de sexta-feira (16), tem características dramáticas após as autoridades confirmarem que vários dos 16 sobreviventes resgatados sofreram fortes ataques de tubarões enquanto aguardavam socorro no mar.
De acordo com a Guarda Costeira dos Estados Unidos, o alerta de emergência foi emitido por volta da 1h da manhã de sexta-feira. Quando as primeiras equipes de resgate chegaram ao local, cerca de duas horas depois, a embarcação já havia afundado completamente a aproximadamente 225 quilômetros de Ensenada, no México, restando apenas destroços na água.
Os 16 passageiros resgatados com vida, todos identificados pelo Consulado do México em San Diego como cidadãos mexicanos, apresentavam quadros críticos de saúde.
Região é conhecida como rota de imigração ilegal
A região onde o barco afundou, embora fora das águas territoriais estadunidenses, é uma rota amplamente monitorada e frequentemente utilizada por contrabandistas para a travessia ilegal de imigrantes em direção aos Estados Unidos. Em declaração à agência Associated Press, a oficial Charlie Valor, da Guarda Costeira dos EUA, ressaltou o compromisso com o resgate em águas internacionais.
"Somos capazes de ajudar e é por isso que empregamos nossos recursos".
Já em entrevista ao jornal The New York Times, a oficial explicou que a impossibilidade de examinar o casco da embarcação, que já estava submersa no momento da chegada das equipes, dificulta a identificação imediata das causas do naufrágio.
"Na hora em que nossas equipes chegaram, a embarcação ou embarcações já haviam afundado e havia apenas destroços", relatou.
A operação de busca pelos 11 desaparecidos entrou no seu terceiro dia e conta com um forte aparato logístico. A Marinha do México e a Guarda Costeira americana mobilizaram helicópteros, aviões, lanchas rápidas e um navio de combate para varrer a área, que apresenta riscos contínuos devido à presença de predadores marinhos.
O caso agora passa a ser investigado também pela agência de fiscalização de fronteira dos EUA (Customs and Border Protection - CBP). Os agentes federais deverão entrevistar os sobreviventes que se recuperam em San Diego para apurar se a tragédia está ligada a redes de tráfico humano.
Caso sejam enquadrados como testemunhas ou vítimas de crimes transnacionais, os resgatados poderão receber autorizações humanitárias temporárias para permanecerem em território norte-americano.