Christa Pike recebe alta e volta à prisão após sobreviver a duas injeções letais

Condenada à pena de morte seria a primeira mulher a ser executada no Tennessee em 200 anos.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
10 de Outubro de 2026 - 17:28 (Atualizado às 17:29)
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Legenda: Christa seria a primeira mulher a ter a pena de morte em 200 anos no estado do Tennessee.
Foto: AFP PHOTO / TENNESSEE DEPARTMENT OF CORRECTION.

A detenta Christa Pike, que foi condenada à pena de morte nos Estados Unidos, mas sobreviveu à execução após receber duas injeções letais, recebeu alta hospitalar e retornou à prisão, conforme anunciaram os advogados dela neste sábado (10).

No último dia 30 de setembro, Christa recebeu duas doses letais de pentobarbital, que não conseguiram provocar a morte da mulher. A condenada foi levada em estado crítico a um hospital, mas depois recobrou a consciência. 

Em comunicado da defesa desta semana, foi informado que ela consegue caminhar, mas se encontra em estado mental “confuso”. Após a alta, Pike voltou ao Centro de Reabilitação Deborah K. Johnson, onde já estava presa há mais de 30 anos.

"Ela está agradecida às equipes de emergência e aos médicos pelo atendimento prestado nestas circunstâncias extraordinárias", acrescenta o comunicado, que afirma que Christa "continua recebendo tratamento na prisão".

"Vamos continuar supervisionando sua recuperação", destaca a nota dos advogados.

Relembre crime cometido por Christa Pike

Christa Pike seria a primeira mulher executada no estado de Tennessee em 200 anos se não tivesse sobrevivido às injeções. Ela foi condenada em 1996 por torturar e assassinar a colega Colleen Slemmer, de 19 anos.

Segundo o The Guardian, o assassinato tomou grandes proporções devido ao alto grau de violência, a idade dos envolvidos e ao suposto ritual satânico realizado contra o corpo da vítima.

Christa teve como comparsa o então namorado, de 17 anos. À polícia, a ré afirmou que não tinha a intenção de matar Slemmer inicialmente, mas que cometeu o crime em um "ataque frenético".

A defesa argumentou, desde o julgamento, que Pike teve uma infância envolta em abusos, traumas psicológicos e diagnóstico de transtorno bipolar e de estresse pós-traumático, laudos que foram anexados aos apelos judiciais.

Relembre idas e vindas da execução

A execução de Christa Pike havia sido marcada para 30 de setembro, mas foi suspensa horas antes da aplicação da injeção letal pela Justiça. 

Segundo a BBC, o tribunal de apelações afirmou precisar de "mais tempo" para analisar os argumentos do caso de Pike. Apesar da decisão, a Suprema Corte dos EUA autorizou a aplicação letal no mesmo dia.

No entanto, a execução falhou após Christa sobreviver a duas injeções de pentobarbital.

O governador Bill Lee ordenou a suspensão de todas as execuções no estado e uma investigação independente sobre o caso após a falha. O secretário da administração penitenciária pediu demissão do cargo.