Christa Pike, que se tornaria a primeira mulher a ser executada no estado estadunidense do Tennessee em 200 anos, teve nesta quarta (30) a execução suspensa pela Justiça nos Estados Unidos.
Ela foi condenada, há 30 anos, por um homicídio ocorrido em 1995. À época com 18 anos, ela recebeu a pena por torturar e assassinar a jovem Colleen Slemmer, de 19 anos, que era colega de turma.
De acordo com informações da AFP, a suspensão ocorreu pouco antes de ela receber a injeção letal prevista, quando o tribunal emitiu a decisão até segunda ordem.
Já segundo a BBC, o tribunal de apelações afirmou precisar de "mais tempo" para analisar os argumentos do caso de Pike. O tempo de pausa não foi estabelecido.
Christa Pike teve uma infância de abusos
Antes da definição da data em que ocorreria a execução, a defesa de Christa, atualmente com 50 anos, teve um pedido de clemência negado pelo governador do Estado. Os advogados tentaram, ainda, recorrer à Suprema Corte norte-americana para a suspensão emergencial da pena de morte.
A defesa argumentou, desde o julgamento, que Pike teve uma infância envolta em abusos, traumas psicológicos e diagnóstico de transtorno bipolar e de estresse pós-traumático, laudos que foram anexados aos apelos judiciais.
Entidades de direitos humanos, como a Anistia Internacional e a ACLU, fizeram pedidos públicos para reverter a sentença.
“Após cuidadosa consideração do pedido de clemência de Christa Gail Pike e após uma análise minuciosa do caso, mantenho a sentença do Estado do Tennessee e não pretendo intervir”, afirmou o governador na ocasião.
Como foi o crime de Christa Pike?
Segundo o The Guardian, o assassinato da jovem Colleen Slemmer tomou grandes proporções devido ao alto grau de violência, a idade dos envolvidos e a um suposto ritual satânico contra o corpo da vítima.
Christa teve como comparsa o então namorado, de 17 anos. À polícia, a ré afirmou que não tinha a intenção de matar Slemmer inicialmente, mas que cometeu o crime em um "ataque frenético".
Os advogados de Pike argumentam que seu transtorno mental não tratado e seu histórico de abusos a tornaram incapaz de “parar”.