Christa Pike: mulher que sobreviveu a injeções letais está acordada e falando, dizem advogados

A detenta está algemada e acorrentada a uma cama. Ela recebeu duas injeções de pena morte há cerca de uma semana.

Escrito por Redação e AFP
07 de Outubro de 2026 - 08:12 (Atualizado às 09:08)
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Legenda: Christa seria a primeira mulher a ter a pena de morte em 200 anos no estado do Tennessee.
Foto: AFP PHOTO / TENNESSEE DEPARTMENT OF CORRECTION.

A detenta Christa Pike, que sobreviveu a duas injeções letais em uma prisão no estado norte-americano do Tenneseee há cerca de uma semana, está acordada e falando, segundo advogados divulgaram nessa terça-feira (6). O diagnóstico da mulher, entretanto, é incerto, pois ela recebeu duas doses de uma substância mortal, o pentobarbital. 

Os advogados de Pike disseram que "contra todas as probabilidades" ela está "consciente, falando e continua recebendo cuidados médicos críticos”. 

"Apesar do grave dano que sofreu nos braços, continua algemada e acorrentada à cama", afirmaram em comunicado.

A mulher de 50 anos foi condenada à morte por um assassinato que cometeu quando era adolescente. O caso chamou atenção em meadoas dos anos 1900 pelo alto grau de violência empregado, pela idade dos envolvidos e pela ligação um suposto ritual satânico contra o corpo da vítima.

Defesa pede reformulação da pena 

Com a execução malsucedida, os advogados de Pike reiteraram o apelo feito ao governador do Tennessee, Bill Lee, para que comute a pena de Pike para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

O diretor do sistema prisional do estado sulista renunciou ao cargo após o acontecimento polêmico.

 O governador então, suspendeu a aplicação da pena de morte após a execução fracassada, e colocou o caso em espera até que seja conduzida uma investigação independente.

A condenação 

Pike foi condenada à morte pelo assassinato, em 1995, de Colleen Slemmer, de 19 anos, uma de suas colegas em um centro de formação profissional. Pike tinha 18 anos. Seus dois cúmplices, também adolescentes, escaparam da pena capital.

Ela seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos. Segundo o Centro de Informações sobre a Pena de Morte dos Estados Unidos, Pike é a primeira detenta que sobrevive "após receber injeções com doses letais de fármacos utilizados em execuções". 

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