‘Ozempic natural’, produtos de cannabis e suplementos irregulares são proibidos pela Anvisa

Entre motivações, há ausência de registro, notificação ou cadastro na Agência e até indícios de falsificação de item.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
06 de Agosto de 2026 - 10:28 (Atualizado às 11:06)
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Legenda: Série de produtos e medicamentos irregulares foram alvo da Anvisa.
Foto: EBC / Divulgação.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão, proibição de comercialização, distribuição e uso de uma série de produtos e medicamentos irregulares, conforme resolução publicada nesta quinta (6) no Diário Oficial da União (DOU).

Na lista, constam itens como o medicamento chamado de “Ozempic Natural” e produtos de cannabis produzidos pela empresa Associação Canábica Nordeste, além de lote falsificado de remédio para reposição hormonal em homens. 

Confira detalhes dos produtos e das ações de fiscalização e proibição da Anvisa:

Ozempic Natural

Segundo a Anvisa, todos os lotes do medicamento que se apresenta com o nome de “Ozempic Natural”, que é produzido pela empresa Nelson Aparecido Granzioli, devem ser apreendidos.

O produto também deve ter proibição de comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso.

O motivo é a comercialização do medicamento tendo ausência de registro, notificação ou cadastro junto à Anvisa. Além disso, a agência também aponta que a empresa não possui autorização de funcionamento para fabricação de remédios. 

Produtos de cannabis da Associação Canábica Nordeste

Todos os produtos e todos os lotes de produtos de cannabis da Associação Canábica Nordeste (Acanne) estão proibidos de serem armazenados, comercializados, distribuídos, fabricados e importados. 

Conforme a Anvisa, a Acanne não possui autorização de funcionamento, opera em local incerto e não sabido e há indícios de que a empresa comercializa produtos de cannabis sem registro no Brasil

Nebido falsificado

O lote KT0S5T4 do produto que se apresenta como Nebido teve a apreensão e a proibição de comercialização, distribuição e uso definidos pela Anvisa. O remédio é usado como repositor hormonal para homens.

A empresa que detém o registro do medicamento informou à agência que não reconhece como original o referido lote, que não foi produzido pela empresa nem para o Brasil, nem para outro país. 

O Nebido é da Grünenthal do Brasil Farmacêutica Ltda, que identificou divergência de impressão de dados de uma embalagem do lote referido. Provavelmente, os remédios dele são falsificados.

Slim Turbo Premium e Slim CPS Dourado Gold

Todos os lotes dos suplementos Slim Turbo Premium e Slim CPS Dourado Gold, produzidos pela Ebazar.com.br LTDA, também foram alvo de fiscalização da Anvisa.

Os produtos devem ser apreendidos e não podem ser comercializados, distribuídos, fabricados, importados, propagandeados ou usados

A motivação se dá porque houve propaganda e venda mesmo sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa, que também não deu autorização de funcionamento à empresa para distribuição e armazenamento de medicamentos.

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