Três mandados de prisão e 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, nesta terça-feira (25), nas cidades de Fortaleza, Caucaia e Eusébio, além da capital baiana, Salvador, contra um grupo criminoso suspeito de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes relacionadas a operações de importação no Aeroporto Internacional de Fortaleza entre os anos de 2020 e 2025.
A ação faz parte do aprofundamento das investigações sobre um suposto esquema de importação clandestina de metais preciosos e lavagem de dinheiro.
Esta é uma operação da Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal do Brasil e o Ministério Público Federal, chamada de “Operação Snooker 2”. A atual fase da investigação decorre de novos elementos probatórios obtidos após a deflagração da Operação Snooker, realizada em setembro de 2025.
De acordo com a PF, além das medidas cautelares pessoais, a decisão judicial também determinou o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro de imóveis, a apreensão de veículo de luxo e a quebra do sigilo bancário dos investigados.
Fase 2 da Operação Snooker
A atual fase da investigação decorre de novos elementos probatórios obtidos após a deflagração da Operação Snooker, realizada em setembro de 2025. As apurações indicaram a necessidade de adoção de medidas cautelares para interromper a suposta continuidade das atividades ilícitas, preservar a instrução criminal e aprofundar a coleta de provas sobre a participação de outros investigados.
Conforme os órgãos de segurança, as diligências também buscam reunir evidências relacionadas à atuação de profissionais vinculados ao setor de importação que operam no Aeroporto Internacional de Fortaleza, bem como esclarecer movimentações financeiras supostamente utilizadas para ocultar e dissimular recursos de origem ilícita.
Segundo as investigações, o grupo criminoso possui divisão de tarefas e se utiliza de mecanismos sofisticados para viabilizar fraudes em operações de importação e movimentação financeira.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação.
Denúncia
Em agosto, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou 19 pessoas envolvidas em fraudes em operações de importação no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. Elas fazem parte de um grupo criminoso comandado por um auditor-fiscal da Receita Federal que teria atuado pelo menos de 2020 até 2025. Os nomes dos denunciados não foram divulgados pelo MPF e pela Receita Federal.
Dois dos denunciados fizeram acordos de colaboração premiada. Um deles se comprometeu a pagar R$ 150 mil como multa para ressarcir o prejuízo causado, enquanto outro que teve menor participação nos crimes, celebrou acordo de não persecução penal com a obrigação de pagar R$ 40 mil.
No decorrer das investigações, foram bloqueados R$ 26 milhões em contas bancárias de empresas e pessoas físicas envolvidas nas fraudes e apreendidos veículos importados e uma embarcação de luxo. Também foi devolvido aos cofres públicos o valor de R$ 1,6 milhão envolvido na compra de um apartamento na avenida Beira-Mar, em Fortaleza.