Pastor preso por crimes sexuais sob pretexto de cura espiritual vira réu na Justiça

Alan Pereira Vicente, de 38 anos, foi denunciado por estupro e violação sexual mediante fraude.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
06 de Julho de 2026 - 18:37 (Atualizado às 19:50)
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Legenda: Alan Pereira Vicente, de 38 anos, foi preso em maio deste ano, no bairro Antônio Bezerra.
Foto: Reprodução.

O pastor Alan Pereira Vicente, de 38 anos, preso em maio deste ano acusado de violentar sexualmente mulheres que frequentavam a igreja que liderava, foi denunciado pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) pelos crimes de estupro e violação sexual mediante fraude.

O homem havia sido preso preventivamente no bairro Antônio Bezerra, em Fortaleza, após ser denunciado pelas vítimas.

Diante da decisão, tomada a partir de elementos citados como suficientes para a ação penal, o líder evangélico será ouvido pela Justiça. Vítimas e testemunhas do caso também devem ser ouvidas. 

Segundo o MPCE, Alan Pereira Vicente se aproveitava da posição de liderança religiosa para "manipular as vítimas mediante discursos de cunho espiritual".

Ele dizia possuir dons sobrenaturais capazes de identificar doenças e realizar curas, submetendo fiéis a supostos rituais de "cura espiritual".

Ainda conforme as investigações do caso, Alan ainda dizia que as mulheres estavam doentes. Uma das vítimas chegou a ouvir que estaria com câncer no útero, sendo encaminhada a um atendimento privado.

Esses momentos, no entanto, consistiam na prática de atos libidinosos e outros crimes de natureza sexual

Denúncias contra pastor levaram à prisão

Em maio deste ano, ao menos três mulheres denunciaram Alan por atos semelhantes aos citados. Uma das vítimas relatou que o líder religioso sempre utilizava uma "desculpa" para encontrar as mulheres em posições vulneráveis, alegando "que elas tinham câncer e era preciso tirar uma bola de sangue que havia no útero".

Outro relato apontou que uma das vítimas foi convencida a ir a um motel pelo pastor, sob alegações de que um ritual precisava ser feito nela. A mulher afirmou ter procurado Alan porque vinha tendo complicações depois do parto.

Ele, por sua vez, teria dito à mulher que "ela tinha algo espiritual e que precisava colocar a mão dentro da parte íntima dela para retirar essa bola".

Após questionamentos sobre isso era necessário, o pastor afirmou que sim, citando um trecho da Bíblia e relatando que "já tinha sugerido isso para outra irmã na igreja, mas que essa irmã não permitiu e que ela veio a falecer dessa suposta doença".

Além dos crimes sexuais, o pastor ainda teria ameaçado as vítimas. Ao saber das denúncias, ele supostamente as ameaçou, argumentando que repassaria as informações à facção que, segundo ele, predominava na região.

O pastor também é acusado de fazer afirmações de cunho sexual dentro do ambiente religioso, assim como também teria tentado difamar as vítimas dos abusos dentro da igreja diante da possibilidade de ser exposto. 

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