Luciano Victor Melo de Sousa, conhecido nas redes sociais como Paulo Padilha, foi morto a tiros na manhã desta quinta-feira (20) em um ataque na Avenida 13 de Maio, em Fortaleza. O homem era proprietário da rede de bares Mojubar, no Benfica, e se apresentava como fundador da 1ª Igreja de Lúcifer na Capital.
O crime que vitimou Luciano ocorreu enquanto ele e outro homem circulavam pela via, no bairro de Fátima, em um veículo de passeio, e precisaram parar em uma borracharia em frente ao 23º Batalhão de Caçadores para trocar um pneu furado.
O empresário foi baleado na cabeça e no tórax, o que o levou a falecer ainda no local. Enquanto isso, o outro homem ferido na ocorrência, identificado como Ruan Gabriel Lima da Silva, foi socorrido e encaminhado em estado grave para o Instituto Dr. José Frota (IJF), no Centro.
Fundador da 1ª igreja de Lúcifer
Em um perfil no Instagram completamente dedicado às funções da Igreja de Lúcifer, Paulo compartilhava detalhes sobre os cultos de Quimbanda, sempre realizados em uma propriedade no bairro Benfica.
Os vídeos publicados pelo empresário mostravam momentos conduzidos dentro da instituição religiosa e o definiam como "especialista em amarração amorosa". "Laroyê Exu! Salve, Lúcifer! Salve todos! Salve, meu Pai, Zé Pilintra", descreve uma das publicações.
O perfil administrado por ele acumula mais de quatro mil seguidores, com 188 posts publicados. Até o momento, a igreja não se pronunciou sobre o falecimento.
Além de administrador da Igreja de Lúcifer, Paulo Padilha ainda era o dono de três bares em Fortaleza, dois localizados no Benfica e o outro no Centro.
O Mojubar Universitário, com duas sedes instaladas no Benfica, possui mais de dois mil seguidores e funciona diariamente, abrindo as portas no início da noite e seguindo até a madrugada.
Já o Mojubar Gato Pink, na Rua Meton de Alencar, se define como um espaço de "resistência" e "reforço da cultura", com uma programação musical que prioriza a apresentação de diferentes estilos musicais.
Histórico policial
Ainda nesta quinta (20), após a confirmação da morte, o histórico policial do empresário veio a público. Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ele possuía passagens por corrupção ativa, ameaça, injúria e desacato.
O caso mais recente, que resultou na prisão em flagrante de Luciano Victor, foi registrado no dia 15 de março de 2025. Na ocasião, ele foi autuado por conduta homofóbica de injúria contra duas mulheres.
Conforme decisão judicial, o empresário teria ainda ameaçado os policiais que atenderam à ocorrência, "xingando e se exaltando", direcionando também parte das declarações às vítimas. Ele ainda teria oferecido dinheiro para que não fosse preso.
Luciano Victor Melo de Sousa foi, então, autuado e submetido ao cumprimento de medidas cautelares. O homem foi proibido de manter contato com os "ofendidos e seus familiares", assim como requisitado a pagar fiança de três salários mínimos, não se ausentar da cidade por mais de oito dias e comparecer a todos os atos processuais decorrentes do caso.
Ainda de acordo com a SSPDS, as investigações do ataque que vitimou o empresário serão "conduzidas pela 5ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)". Não se sabe, até o momento, quais as motivações para o crime.