'Diabinho', 'Arara' e mais 2 acusados de latrocínio contra taxista são condenados a 111 anos de prisão

A vítima foi abordada quando estava em frente a própria casa, em Fortaleza.

Escrito por Redação producaodiario@svm.com.br
05 de Outubro de 2026 - 17:00 (Atualizado às 17:01)
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Legenda: Segundo a Polícia, 'Diabinho' e 'Arara' são infratores desde a adolescência e se tratam de indivíduos "de alta periculosidade, inclusive respondem por vários crimes
Foto: Reprodução

A Justiça decidiu condenar os quatro homens acusados pelo latrocínio do taxista Guilherme de Holanda Campos Júnior, morto a tiros no bairro Parque Araxá, em Fortaleza, em novembro de 2024. Somadas, as penas dos réus ultrapassam 110 anos de prisão.

Foram condenados: Daniel Ladeira, o 'Arara', a 32 anos e seis meses de prisão; Ronald Salatiel dos Santos, o 'Diabinho', a 27 anos e 11 meses de prisão; Levi Oliveira Carneiro, 23 anos e quatro meses prisão; e Samuel Pinheiro Cunha, 27 anos e 11 meses de prisão. As penas são devido aos crimes de roubo (levaram objetos da mulher da vítima) e roubo com resultado morte do taxista (latrocínio).

O Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) confirmou a condenação e informou por nota que as sentenças foram proferidas pelo juízo da 11ª Vara Criminal da Comarca de Fortaleza e que todos os acusados devem responder em regime inicialmente fechado, sem direito a recorrer em liberdade. 

As defesas dos condenados não foram localizadas pela reportagem. 

Imagem de câmera de segurança mostra um dos criminosos entrando na casa do taxista
Legenda: Imagem de câmera de segurança mostra um dos criminosos entrando na casa do taxista
Foto: Reprodução

'ATIRA, ATIRA'

A vítima foi abordada quando estava em frente a própria casa. Guilherme lavava o portão, quando foi surpreendido pelos criminosos que chegaram a amarrar a esposa dele, com intenção de levar objetos da residência, além do carro estacionado em frente ao imóvel.

Imagens de câmeras de segurança da região mostram os quatro homens fugindo a pé ou em uma motocicleta após a ação. A esposa da vítima aparece nas imagens correndo para fora de casa, pedindo socorro aos vizinhos.

Em janeiro de 2025, os quatro homens foram indiciados pela Polícia Civil do Ceará pelo crime.

Na época, o Diário do Nordeste teve acesso ao relatório final da 6ª delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No documento consta que a vítima tentou reagir ao ser amarrada pelo bando e, neste momento, um dos criminosos gritou para os demais: "atira, atira".

Segundo a Polícia, 'Diabinho' e 'Arara' são infratores desde a adolescência e se tratam de indivíduos "de alta periculosidade, inclusive respondem por vários crimes. São dotados de personalidade hedionda, comum em assassinos e psicopatas".

A quadrilha pegou celulares e bolsas. Consta no relatório final da PCCE que "quando quiseram amarrar as vítimas, Guilherme tentou reagir e um deles gritou: 'atira, atira'"

Um dos veículos usados na fuga foi localizado na Praia do Futuro, horas após o latrocínio. 

 

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