De R$ 10 a R$ 90 por mês: MPCE denuncia grupo que operava 'streamings' piratas

O grupo foi alvo de operação deflagrada em novembro de 2025.

Escrito por Redação seguranca@svm.com.br
14 de Setembro de 2026 - 18:52
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Legenda: De acordo com a acusação, os criminosos administravam as marcas “DezPila”, “Tyflex” e “Onlyflix”, oferecendo filmes, séries e programação televisiva sem autorização, com planos de assinatura entre R$ 10 e R$ 90.
Foto: Reprodução/MPCE.

O Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou nesta segunda-feira (14) 13 pessoas por pirataria de conteúdo audiovisual e lavagem de dinheiro. Os acusados operavam plataformas de streaming clandestinas.

O grupo foi alvo de operação deflagrada em novembro de 2025. Quase um ano depois, o MP concluiu que as investigações apontaram "a existência de núcleos responsáveis por programação, marketing e suporte financeiro, utilizando 'laranjas', empresas de fachada e sociedades registradas no mesmo endereço fiscal".

À época da operação, o Diário do Nordeste divulgou que uma residência, no Município de Chorozinho, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), escondia uma "mineradora" de criptomoedas, que era utilizada para a lavagem de dinheiro da organização criminosa que comercializava transmissões e reproduções de conteúdos piratas.

De acordo com a acusação, os criminosos administravam as marcas “DezPila”, “Tyflex” e “Onlyflix”, oferecendo filmes, séries e programação televisiva sem autorização, com planos de assinatura entre R$ 10 e R$ 90. 

A divulgação dos serviços acontecia por meio de sites, redes sociais, WhatsApp e Telegram, com pagamentos processados por empresas de checkout e gateways.

OPERAÇÃO ENDPOINT

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) começou a investigação contra a organização criminosa no fim de 2024, ao receber "informações da possível prática dos crimes de violação de direitos autorais, lavagem de dinheiro e organização criminosa, supostamente cometidos por operadores de plataformas de streaming piratas.

A 'mineradora' de criptomoedas funcionava em uma casa de médio porte, em Chorozinho.
Legenda: A 'mineradora' de criptomoedas funcionava em uma casa de médio porte, em Chorozinho.
Foto: Divulgação/ MPCE.

Quanto ao modus operandi das plataformas, apurou-se que os investigados atuavam como se fossem prestadores de serviço de TV por assinatura, ofertando programação televisiva, filmes e séries sem autorização dos detentores dos direitos e em desacordo com a legislação vigente.

Um suspeito de ser um dos líderes do esquema ilegal de "streamings" foi preso em Fortaleza, no ano passado, quando deflagrada a Operação Endpoint. 

Foram cumpridos outros quatro mandados de prisão e 19 mandados de busca e apreensão em Fortaleza e mais quatro cidades do Ceará, além de Alagoas e Santa Catarina. 

A ação resultou na apreensão de dispositivos eletrônicos, carteiras físicas de criptomoedas, cerca de R$ 50 mil em espécie e 217 máquinas de mineração, segundo o Ministério Público.

O nome da Operação, Endpoint, se refere ao "ponto de acesso ou comunicação de um serviço na rede, a “porta” por onde um sistema recebe solicitações e envia respostas".

De acordo com o órgão, a operação recebeu esse nome por ter como foco a identificação e bloqueio desses pontos de acesso (como servidores, painéis de controle de revendedores de IPTV, dispositivos e demais canais de comunicação) que sustentam atividades ilegais, especialmente a pirataria de conteúdos audiovisuais e outros cibercrimes.

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