TSE manda suspender canal 'Exército do Lula' nas redes após pedido de campanha de Flávio

Canal no WhastApp conta com cerca de 3,3 milhões de pessoas.

Escrito por Redação e Agência Brasil
11 de Outubro de 2026 - 14:03
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Legenda: Ministro atendeu ao pedido protocolado pela campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou neste domingo (11) a suspensão do canal “Exército do Lula”. 

O canal foi criado no WhatsApp para postagens de apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e conta com cerca de 3,3 milhões de pessoas. O presidente chamou de "absurda a decisão". 

O ministro atendeu ao pedido de suspensão protocolado pela campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).

A campanha de Flávio alegou que o canal foi criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) para disseminar desinformação sobre o cancelamento do Programa Bolsa Família, redução do valor de aposentadorias, entre outros casos.

No entendimento de Kassio, o canal é responsável pela replicação de conteúdos que já foram considerados “inverídicos” pelo tribunal, como a afirmação de que Flávio seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida de padroeira do Brasil, além de afirmar que o candidato reduzirá aposentadorias se for eleito.

"Quando essa mesma potência é posta a serviço da replicação de fatos que esta Corte já reconheceu como inverídicos, o dano ao equilíbrio do pleito é imediato e de difícil reversão", afirmou.

Campanha pedirá explicações

Durante um ato neste domingo (11) na Avenida Paulista, em São Paulo, o presidente Lula, candidato à reeleição pelo PT, chamou de "absurdo" a decisão do TSE e disse que a campanha vai pedir explicações.

"Acho um absurdo. Acho que os nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação do critério, porque já há alguns dias eu estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura", disse Lula a jornalistas. 

"Nós não vamos permitir que esteja fechado um canal que está pedindo para as pessoas que querem votar participar de um canal do Exército do Lula", acrescentou. 

Em suas redes, Janones rebateu a acusação de que utiliza o canal para disseminar notícias falsas. Segundo ele, o objetivo do canal é mobilizar e orientar eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, que será disputado no dia 25, último domingo do mês, entre Flávio e Lula.

Janones também enfatizou que não divulgou nenhuma notícia no canal. "A gente estava só mobilizando, crescendo páginas, trazendo pessoas, explicando como que iria funciona", complementou.

Janones disse que o pedido da candidatura do PL é motivado por “medo”. "Eles pedem que eu seja proibido de criar outros canais. Sabe o nome disso? Medo. Eles estão com medo", disse.

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